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	<title>Competitividade &#8211; Embanews</title>
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	<description>Conectando fabricantes e usuários do setor de embalagens</description>
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	<title>Competitividade &#8211; Embanews</title>
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	<item>
		<title>PLANO ESTRATÉGICO NACIONAL DE EMBALAGEM</title>
		<link>https://embanews.com.br/plano-estrategico-nacional-de-embalagem/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Antonio Cabral]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 02 Sep 2025 19:52:33 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[2025]]></category>
		<category><![CDATA[Agosto]]></category>
		<category><![CDATA[Competitividade]]></category>
		<category><![CDATA[Conhecimento]]></category>
		<category><![CDATA[ED425]]></category>
		<category><![CDATA[Estratégia]]></category>
		<category><![CDATA[Reflexão]]></category>
		<category><![CDATA[Revista]]></category>
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					<description><![CDATA[Sempre me intrigaram as discussões estéreis sobre temas ligados ao Sistema Embalagem protagonizadas por diversos]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Sempre me intrigaram as discussões estéreis sobre temas ligados ao Sistema Embalagem protagonizadas por diversos <em>stakeholders</em>: fabricantes e usuários de materiais de embalagem, ambientalistas que demonizam as embalagens<sup>2</sup>, políticos, professores de diversas instituições de ensino, Organizações Não Governamentais, agentes públicos entre outros.</p>



<p>Muitas dessas discussões se assemelham a disputas infantis — &#8220;eu sou melhor em matemática!&#8221;, &#8220;mas você nem sabe escrever!&#8221; — quando, na verdade, juntos poderiam compor excelentes textos com sólida lógica e fundamento.</p>



<p>O ponto essencial, porém, quase sempre negligenciado, é a educação, em todas as suas dimensões: profissional, ambiental, política, financeira. Ela deveria estar fortalecida em todos os níveis do ensino brasileiro, da pré- -escola (para fortalecer a adequada formação dos futuros cidadãos) até a pós-graduação. É imperioso investir recursos humanos e financeiros nesse sentido, destinando para ele, por exemplo, uma pequena parte da importante arrecadação obtida pelas loterias e casas de apostas.</p>



<p>Quando se fala em impactos ambientais, o debate tende a ficar obscurecido por imagens alarmantes de poluição, especialmente por plásticos (recomendo a leitura reflexiva do livro “Paradoxo dos Plásticos – fatos para um futuro melhor”<sup>3</sup>). Raramente se menciona o verdadeiro responsável: <strong>o ser humano</strong>. Isso reforça o que costumo dizer: a embalagem é sempre considerada a culpada pelos problemas e pelas desavenças que ocorrem nas cadeias produtivas.</p>



<p>Cabem aqui algumas perguntas: a quem interessa essas discussões ineficazes nem sempre conduzidas por pessoas conhecedoras do tema? Quem ganha o quê com isso? Há algum poder em jogo? Penso que existe um ser invisível e manipulador, que conduz, subliminarmente, os trâmites desses desacordos que podem chegar a hostilidades inaceitáveis. Permito-me chamá-lo de Discórdia, uma quase imperadora, seguidora fiel dos ensinamentos de Maquiavel, especialmente o trecho que se segue, retirado do Capítulo XX de “O Príncipe”<sup>4</sup>:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p>Os nossos antepassados […]mantinham as discórdias entre os partidos para dominá-las mais facilmente.</p>
</blockquote>



<p>Concluo que o poder da Discórdia age para manter a divisão do povo (leia-se os diversos materiais) para (por que não?) perpetuar-se no poder (qual poder?). É preciso trabalhar contra isso e, para tanto, sugiro criar uma <strong>estratégia brasileira de embalagem </strong>que seja <strong>rapidamente regulamentada, aceita e implantada </strong>para evitar que o sempre imenso intervalo de tempo entre a aprovação e a real “posta em marcha” de qualquer plano se transforme em outra arma da Discórdia (sempre ela, uma verdadeira imperatriz). Como exemplo dessa demora, a Política Nacional de Resíduos Sólidos – PNRS foi instituída pela Lei 12.305/2010 e o Plano Nacional de Resíduos Sólidos — PLANARES foi publicado doze anos depois, em 29 de dezembro de 2022, pela Portaria nº 1.090/2022, do Ministério do Meio Ambiente (MMA).</p>



<p>O que seria esse Plano? Como começar? Busquei apoio em uma nova ferramenta — o ChatGPT — com quem dialoguei intensamente buscando exemplos internacionais (que são poucos) até estruturar um roteiro para um Plano Estratégico Nacional de Embalagem, que disponibilizo5 aos eventuais interessados. Ele foi elaborado com a visão sistêmica que guia o meu pensamento quando o assunto é embalagem.</p>



<p>Esse Plano:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Representa pacto de não agressão entre os materiais, promove a cooperação e o não confronto.</li>



<li>Propõe a inserção da educação sobre embalagens desde os primeiros anos escolares, conscientizando sobre seu papel essencial na preservação de alimentos e da vida.</li>



<li>Rejeita o princípio maquiavélico de divisão como instrumento de controle.</li>



<li>Prevê a liderança de um comitê gestor plural, com foco em inovação, agilidade e superação de rivalidades setoriais.</li>
</ul>



<p>Acredito ser viável, em médio prazo, implementar um plano <strong>inclusivo, inovador e competitivo</strong>, que equilibre preservação ambiental, desenvolvimento econômico e justiça social.</p>



<p>Espero estimular reflexões e fomentar um movimento colaborativo em torno dessa ideia. Conto com o engajamento de todos que acreditam que o caminho do futuro passa, sim, pelas embalagens — mas sobretudo pelo <strong>consenso</strong>, pela ação e pela <strong>inteligência coletiva</strong>.</p>



<ol class="wp-block-list">
<li>Diretor da Pack&amp;Strat – Engenharia e Estratégia de Embalagem, Ltda – <a href="http://www.packstrat.com.br" target="_blank" rel="noreferrer noopener nofollow">www.packstrat.com.br</a></li>



<li>CABRAL, A. Sem embalagem, talvez só belzebu coma. Embanews, agosto 2017, pág. 50</li>



<li>DeARMITT, C. O Paradoxo dos Plásticos – fatos para um futuro melhor. Versão digital disponível em <a href="https: //tampinhalegal. com.br/web/2023/05/28/o-paradoxo-dos-plasticos/" target="_blank" rel="noreferrer noopener nofollow">https: //tampinhalegal. com.br/web/2023/05/28/o-paradoxo-dos-plasticos/</a> último acesso em 31 de julho de 2025</li>



<li>MACHIAVELLI, N. O Príncipe / traduzido do italiano por Maurício Santana Dias ; prefácio de Fernando Henrique Cardoso; tradução dos apêndices por Luiz A. de Araújo. – São Paulo: Penguin Classics – Companhia das Letras, 2010.</li>



<li>CABRAL, A. Plano Estratégico Nacional de Embalagem. Disponível em <a href="https://packstrat.com.br/category/artigos/" target="_blank" rel="noreferrer noopener nofollow">https://packstrat.com.br/category/artigos/</a></li>
</ol>



<p></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>MERCADO BRASILEIRO DE BEBIDAS DEVE CONTINUAR CICLO DE CRESCIMENTO NOS PRÓXIMOS ANOS</title>
		<link>https://embanews.com.br/mercado-brasileiro-de-bebidas-deve-continuar-ciclo-de-crescimento-nos-proximos-anos/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ricardo Hiraishi]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 07 Apr 2025 06:12:50 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[2025]]></category>
		<category><![CDATA[Abril]]></category>
		<category><![CDATA[Competitividade]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[ED421]]></category>
		<category><![CDATA[Eventos]]></category>
		<category><![CDATA[Indústria de Bebidas]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Revista]]></category>
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					<description><![CDATA[O Brasil possui uma forte indústria de alimentos e bebidas líquidas e tem apresentado bons]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>O Brasil possui uma forte indústria de alimentos e bebidas líquidas e tem apresentado bons resultados tanto em exportações de máquinas para processamento e embalagem de alimentos, como no consumo de bebidas não alcoólicas e alcóolicas. Os dados sobre o mercado foram apresentados por Richard Clemens, Diretor Executivo da VDMA, durante o Roadshow da drinktec 2025, principal feira mundial do setor, promovido em São Paulo, pela Yontex e Messe Muenchen do Brasil, em parceria com a VDMA.</p>



<p>Em 2024, o país chegou à 6ª posição no mercado de bebidas não alcoólicas, com 29 bilhões de litros. A expectativa de crescimento até 2028 é de 10%, segundo a Euromonitor. Na América Latina, o mercado alcançou mais de 115 bilhões de litros, sendo que os refrigerantes respondem por mais da metade do consumo, com 63 bilhões de litros, seguidos pela água engarrafada, com 33 bilhões de litros, e pelos sucos, com 12 bilhões de litros. Na região, a liderança é do México.</p>



<p>No caso do setor de bebidas alcoólicas, o Brasil ocupa o terceiro lugar, atrás da China e dos Estados Unidos, com pouco menos de 16 bilhões de litros, sendo a cerveja a bebida alcoólica mais popular, com 15 bilhões de litros, e de maior participação (mais de 90%). A América Latina é a terceira maior região em consumo de bebidas alcoólicas, com 42 bilhões de litros.</p>



<p>No caso dos equipamentos, o Brasil é o principal mercado na América do Sul e está entre os 20 maiores do mundo. As exportações globais de máquinas para processamento e embalagens de alimentos para o país somaram 749 milhões de euros em 2023, o que corresponde a um aumento de 18,5% em relação ao ano anterior. A Itália é o principal fornecedor, seguido pela Alemanha. Já o volume de máquinas exportadas pelo Brasil para o mundo, em 2023, alcançou 260 milhões de euros, sendo os principais mercados: os Estados Unidos, Paraguai, Argentina, Bolívia, México e Colômbia.</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="800" height="547" src="https://embanews.com.br/wp-content/uploads/2025/04/2_ED421-mercado-drinktec-2025_img1.jpg" alt="Foto. Esq.-dir: Karin Schutz (Messe), Silvio Rotta (Krones), Fabiane Wahlbrink (VDMA Brasil), Susanne Blüml (Yontex), Richard Clemens (VDMA) e Wallace Bruno (Messe)." class="wp-image-2442" srcset="https://embanews.com.br/wp-content/uploads/2025/04/2_ED421-mercado-drinktec-2025_img1.jpg 800w, https://embanews.com.br/wp-content/uploads/2025/04/2_ED421-mercado-drinktec-2025_img1-300x205.jpg 300w, https://embanews.com.br/wp-content/uploads/2025/04/2_ED421-mercado-drinktec-2025_img1-768x525.jpg 768w" sizes="(max-width: 800px) 100vw, 800px" /></figure>



<h3 class="wp-block-heading">ENCONTRO GLOBAL DO SETOR DE BEBIDAS</h3>



<p>Mais de 170 países estarão presentes, entre os dias 15 a 19 de setembro, em Munique (Alemanha), na drinktec 2025, para conhecer principais tendências, lançamentos e inovações que moldarão o futuro do mercado global de bebidas e alimentos líquidos. Serão mais de 1200 expositores, de 60 nações, divididos em 11 pavilhões, que levarão mais de 1000 soluções inovadoras, que estão em fase de desenvolvimento, em projetos pilotos ou finalizadas.</p>



<p>“As principais empresas da cadeia de valor do setor de bebidas e alimentos líquidos, desde matérias- primas até logística, participarão do evento. Não existe outro ambiente no mundo como a drinktec, pois é possível ver os equipamentos em funcionamento, comparar tecnologias, ter contato com profissionais e companhias, conhecer lançamentos, conversar e compartilhar experiências e conhecimento com pesquisadores e especialistas em P&amp;D, além da realização de negócios”, destacou Susanne Blüml, Especialista em Comunicação e Imprensa na YONTEX, parceira da Messe Muenchen, durante Roadshow da drinktec.</p>



<p>De acordo com pesquisa realizada pela Yontex, entre 93% a 99% dos visitantes avaliam que a drinktec adiciona valor aos seus negócios, principalmente pela ampla gama de soluções expostas que atendem pequenas, médias e grandes empresas e pela internacionalidade da feira. Outro destaque do evento, segundo Susanne, é o Liquidome, programa de apoio, que recebeu novo formato, com diversas apresentações de pesquisas e inovações, participação de startups e degustações, possibilitando maior intercâmbio de informações e comunicação entre pesquisadores, visitantes e expositores.</p>



<p>Sobre os temas principais do evento: Economia Circular e Gestão de Recursos, Data2Value e Estilo de Vida e Saúde, Richard Clemens, da VDMA, explicou que o foco da indústria está em sistemas de reciclagem inteligentes e gerenciamento sustentável de recursos tanto no processo de produção quanto no de embalagem, o que inclui, por exemplo, tratamento integrado de processos e águas residuais e recuperação de energia de materiais residuais, que contribuem para conservar recursos e promover a economia circular.</p>



<p>No caso do uso de dados par criar valor, Clemens ponderou que transformação digital levou as empresas a criar novos usos para os dados, buscando novos modelos de negócios. Em relação à saúde e estilo de vida, afirmou que as tendências estão mudando e o consumidor pensa na saúde de forma holística, o que significa integrar nutrientes adicionais nas dietas, por exemplo. “Um componente desse mercado é pensar em bebidas funcionais com adição de aminoácidos, probióticos. As dietas de alta proteínas estão cada vez mais associadas à saúde”, explicou.</p>



<p>O Roadshow foi aberto por Karin Schutz, Gerente de HR and Outbound Business da Messe Muenchen do Brasil, moderado por Wallace Bruno, responsável pelo setor de marketing da Messe Muenchen do Brasil, e contou ainda com as palestras de Roberto Giampietro, Diretor Geral da KHS Brasil e Silvio Rotta, Diretor Comercial da Krones do Brasil, que trouxeram informações sobre o mercado brasileiro e latino- americano de bebidas, especialmente, cerveja, refrigerantes e água.</p>



<p>Giampetro ressaltou que é drinktec é mais do que uma feira. “É momento de entender o mercado, pois recebemos em nosso estande decisores de compra e de planejamento e isso é muito importante”, disse. Com essa mesma visão, Rotta enfatizou que a drinktec vai além da apresentação de equipamentos e máquinas. “Podemos pensar em conceitos para se ter um mundo melhor. É o local para nos relacionarmos, nos encontramos e festejarmos”, finalizou.</p>



<p><a href="https://drinktec.com/en-US/home">ht</a><a href="https://drinktec.com/en-US/home" target="_blank" rel="noreferrer noopener nofollow">tps://drinktec.com/en-US/home</a></p>



<p></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>PROGRAMA SUSTENTABILIDADE NUMA INDÚSTRIA DE EMBALAGEM</title>
		<link>https://embanews.com.br/programa-sustentabilidade-numa-industria-de-embalagem/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Antonio Cabral]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 24 Oct 2024 22:31:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[2024]]></category>
		<category><![CDATA[Competitividade]]></category>
		<category><![CDATA[ED415]]></category>
		<category><![CDATA[Outubro]]></category>
		<category><![CDATA[Revista]]></category>
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					<description><![CDATA[O exacerbado impacto que tem sido causado ao meio ambiente nos últimos tempos é um]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>O exacerbado impacto que tem sido causado ao meio ambiente nos últimos tempos é um fato que preocupa boa parte da população. Os seres humanos percebem alterações climáticas que se materializam, por exemplo, em degelo na Antártica e consequente aumento da vegetação em áreas que eram inóspitas. Em notícia publicada na edição de 4 de outubro de 2024 no portal O Globo pode-se ler: “Área coberta por vegetação no continente gelado passou de menos de um quilômetro quadrado em 1986 para quase 12 quilômetros quadrados em 2021. Região, como outras áreas polares, está aquecendo mais rapidamente que a média global<sup>1</sup>”.</p>



<p>Alerta mais enfático foi dado pelo Climatologista Carlos Nobre em entrevista publicada no Estadão em 11 de setembro de 2024<sup>2</sup>: “Estou apavorado. Ninguém previa isso; é muito rápido”. Ao se referir às altas temperaturas, o cientista afirma que “Esse é o máximo que já experimentamos. A crise explodiu. Temos a maior temperatura que o planeta experimentou em 100 mil anos”. Ele também afirma, em outra entrevista<sup>3</sup>: “Pantanal acabará e meia Amazônia será devastada até 2070 nesse ritmo de desmate”.</p>



<p>O leitor pode pensar que 2070 (daqui a 46 anos) está muito longe e há que se tomar medidas no médio/longo prazo. Cabe, neste ponto, uma reflexão. Desde os anos no pós-guerra iniciamos um “fantástico” programa de incentivo ao consumo como se os recursos fossem infinitos. Foram quase 80 anos destruindo. O filme The Rise of Lowsumerism<sup>4</sup>, legendado, que não canso de recomendar, ilustra como que os seres humanos (e aqueles que parecem pouco humanos) começaram a consumir ininterruptamente “recursos terráqueos” após a 2ª guerra e não pararam mais. Ora, numa matemática simples, ao se tomar como verdadeira a frase de Winston Churchill<sup>5</sup> – “Construir pode ser a tarefa lenta e difícil de anos. Destruir pode ser o ato impulsivo de um único dia” – e se for considerado o prazo limite de 2070 citado acima, tem-se que dificilmente os seres humanos reconstruirão em 46 anos o que foi destruído em quase 80. Recorro pela última vez a uma fala de Carlos Nobre, para ilustrar essa preocupação: “A doença da Terra é a humanidade<sup>6</sup>”.</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img decoding="async" width="600" height="373" src="https://www.embanews.com.br/wp-content/uploads/2024/10/8_ED415-competitividade_img1.jpg" alt="ilustração com proposta de uso estratégico de ferramentas para redução de impactos ambientais" class="wp-image-1790" srcset="https://embanews.com.br/wp-content/uploads/2024/10/8_ED415-competitividade_img1.jpg 600w, https://embanews.com.br/wp-content/uploads/2024/10/8_ED415-competitividade_img1-300x187.jpg 300w" sizes="(max-width: 600px) 100vw, 600px" /></figure>



<p>Esse cenário não pode, de forma alguma, desincentivar ninguém. Ao contrário, é um oceano de oportunidades que deve ser explorado rapidamente. Por exemplo, em 2013, a dissertação de mestrado de Vivan Borges, propôs uma estratégia industrial para o desenvolvimento sustentável esquematizada na <em>Figura 1</em>. É essencial observar que tudo deve começar com a Educação Ambiental – fundamental. Em seguida, adotam-se as Boas Práticas de Fabricação e Controle (leia-se também redução de perdas/desperdícios) para depois utilizar ferramentas mais complexas.</p>



<p>Por falar em educação ambiental, nesse momento crítico em que novos hábitos precisam ser desenvolvidos, algumas empresas se destacam por suas iniciativas focadas no desenvolvimento desse “saber” do Capital Humano, sem deixar de lado os tradicionais projetos de inovação, como aumento do uso de PCR e de PIR, o incentivo ao uso de embalagens retornáveis e recicladas, entre numerosos outros.</p>



<p>Destaque-se nesse sentido aquele intitulado Projeto Sustentabilidade criado e em desenvolvimento pela empresa Rhotoplás<sup>8</sup>. A convite do CEO (Sr. Carlos Eduardo de Oliveira Motta) e da gestora do projeto (Engª. Alexandra Schramm) tive a oportunidade de acompanhar as etapas de geração de ideias, os cuidados para identificar aquelas que deveriam priorizadas utilizando matriz de decisão adequada e a opção sensata e estratégica de iniciar um processo de educação ambiental.</p>



<p>É importante ressaltar como esse cuidado em desenvolver a responsabilidade ambiental nos funcionários deixa claras, para todos eles, as oportunidades de colaborar, ainda que possa parecer muito pouco, na recuperação do ambiente em que vivem e em que trabalham, numa espécie de corrente do bem<sup>9</sup>.</p>



<p>Referências:</p>



<ol class="wp-block-list">
<li><a href="https://l1nk.dev/LxhTI" target="_blank" rel="noreferrer noopener">https://l1nk.dev/LxhTI</a>, acesso em 07 de outubro de 2024.</li>



<li><a href="https://encr.pw/j4zCs" target="_blank" rel="noreferrer noopener">https://encr.pw/j4zCs</a>, acesso em 07 de outubro de 2024.</li>



<li><a href="https://encr.pw/YKHYy" target="_blank" rel="noreferrer noopener">https://encr.pw/YKHYy</a>, acesso em 07 de outubro de 2024.</li>



<li><a href="https://www.youtube.com/watch?v=jk5gLBIhJtA" target="_blank" rel="noreferrer noopener">https://www.youtube.com/watch?v=jk5gLBIhJtA</a>, acesso em 07 de outubro de 2024.</li>



<li><a href="https://www.pensador.com/frase/OTU4MTI4" target="_blank" rel="noreferrer noopener">https://www.pensador.com/frase/OTU4MTI4</a>, acesso em 07 de outubro de 2024.</li>



<li><a href="https://encr.pw/RypoZ" target="_blank" rel="noreferrer noopener">https://encr.pw/RypoZ</a>, acesso em 07 de outubro de 2024.</li>



<li>BORGES, V. Estratégia de implantação da produção mais limpa em indústria cosmética terceirista de pequeno porte. Dissertação e Mestrado. Orientador: A. Cabral. Centro Universitário do Instituto Mauá de Tecnologia. São Caetano do Sul. 2013.</li>



<li><a href="https://rhotoplas.com.br" target="_blank" rel="noreferrer noopener">https://rhotoplas.com.br</a></li>



<li><a href="https://www.google.com/search?q=corrente+do+bem" target="_blank" rel="noreferrer noopener">https://www.google.com/search?q=corrente+do+bem</a></li>
</ol>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img decoding="async" width="600" height="805" src="https://www.embanews.com.br/wp-content/uploads/2024/10/8_ED415-competitividade_img2.jpg" alt="anúncio do evento MDI 2024, fórum de mulheres de impressão" class="wp-image-1791" srcset="https://embanews.com.br/wp-content/uploads/2024/10/8_ED415-competitividade_img2.jpg 600w, https://embanews.com.br/wp-content/uploads/2024/10/8_ED415-competitividade_img2-224x300.jpg 224w" sizes="(max-width: 600px) 100vw, 600px" /></figure>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="583" height="782" src="https://www.embanews.com.br/wp-content/uploads/2024/10/1_ED413-Rapidinhas_img2.jpg" alt="anúncio da globoplast, bisnagas plásticas." class="wp-image-1354" srcset="https://embanews.com.br/wp-content/uploads/2024/10/1_ED413-Rapidinhas_img2.jpg 583w, https://embanews.com.br/wp-content/uploads/2024/10/1_ED413-Rapidinhas_img2-224x300.jpg 224w" sizes="auto, (max-width: 583px) 100vw, 583px" /></figure>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>O PARADOXO DOS PLÁSTICOS: O LIVRO</title>
		<link>https://embanews.com.br/o-paradoxo-dos-plasticos-o-livro/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Antonio Cabral]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 22 Oct 2024 20:47:34 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[2024]]></category>
		<category><![CDATA[Competitividade]]></category>
		<category><![CDATA[ED414]]></category>
		<category><![CDATA[Revista]]></category>
		<category><![CDATA[Selecionado pelo Editor]]></category>
		<category><![CDATA[Setembro]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.embanews.com.br/?p=1762</guid>

					<description><![CDATA[Participei do 3º Fórum de Economia Circular realizado na cidade de Joinville nos dias 14]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Participei do 3º Fórum de Economia Circular realizado na cidade de Joinville nos dias 14 e 15 de agosto de 2024, organizado pela Revista Plastisul, Sindiplas/RS, Rede pela Circularidade do Plástico e Conceitual Brasil – Jornalismo Total. Excelentes apresentações e discussões foram a tônica dos dois dias focados no tema.</p>



<p>O ponto a destacar, objeto deste texto, é o livro “O Paradoxo dos Plásticos”, versão impressa distribuída aos participantes, e versão digital disponível em <a href="https://encr.pw/OXbyz" target="_blank" rel="noreferrer noopener">https://encr.pw/OXbyz</a></p>



<p>Escrito por Chris DeArmitt, especialista em plásticos e presidente da norte americana Phantom Plastics, e traduzido por Sibele Piedade Cestari, o livro é um convite à reflexão porque contribui para explicar a importância doa plásticos na vida humana. Ao final de cada capítulo, em tom provocador (no bom sentido) apresenta o que chama de mentira e a verdade correspondente.</p>



<p>O parágrafo a seguir, transcrito do <strong>Prefácio</strong> explica o título do livro:</p>



<p><em>Dizem que os plásticos são nossos heróis e nosso vilões. Esse é o “Paradoxo dos Plásticos”. Como pode eles serem nosso amigo e inimigo ao mesmo tempo? Como saber se devemos estimular ou combater seu uso? Para descobrir a resposta, precisamos mostrar as evidências a você, ao júri, ao público em geral. Somente então poderemos tomar uma decisão baseada em informação.</em></p>



<p>O autor apresenta o significado de sustentável e alicerça todas as afirmativas em estudos de ACV (Avaliação do Ciclo de Vida) realizados em diversos países e disponíveis na literatura técnica. Apresenta excelentes comparações entre sacolas reutilizáveis e descartáveis fabricadas a partir de resinas plásticas e com outros materiais. Na página 50 da edição impressa (46 da eletrônica), uma frase salta aos olhos:</p>



<p>“…embalagens plásticas levam a enormes reduções de emissões de CO2 porque ajudam os alimentos a permanecerem mais frescos por mais tempo.”</p>



<p>O <strong>Lixo</strong> é o tema que se segue, com a abordagem do perfil da composição nos Estados Unidos, destacando o primeiro lugar ocupado pelos celulósicos. No Brasil, dada a existência de catadores ávidos por esses materiais, essa classificação é diferente. Além disso, o País carece de campanhas semelhantes à da “Tampinha Legal” para valorizar outros RSU. O autor recomenda o Design para a Reciclagem, que se baseia em projetar produtos mais duráveis que serão fabricados com plásticos também mais duráveis e traz a figura do item “uso zero” que, adaptada às condições brasileiras, notadamente São Paulo, faz lembrar os folhetos com propaganda entregues em semáforos e descartados quase que imediatamente.</p>



<p>P<strong>oluição – Fontes e Soluções</strong> é o título do Capítulo 3, que reforça a responsabilidade dos seres humanos e sugere seguir exemplos de países europeus que cobram pequenas taxas que são restituídas no momento da devolução das embalagens. Analisa criticamente as “ilhas de plásticos” nos oceanos e traz uma afirmativa que tenho repetido ao longo dos últimos anos: “o lixo não está magicamente indo para as praias e sim jogado propositalmente nos oceanos pelos “humanos”. O autor cita a abordagem multifacetada para mitigar o problema1, composta de quatro ações: prevenção da geração; mitigação, incluindo o Design para a Reciclagem; educação; e efetivas ações governamentais.</p>



<p>Cita a análise realizada por BOUCHER, J. e FRIOT D. (2017)2 sobre a origem dos <strong>microplásticos</strong> e destaca como principal fonte (35%), a lavagem de tecidos sintéticos e os grânulos plásticos com uma porcentagem mínima.</p>



<p>Ao visitar a <strong>degradação de plásticos</strong>, faz uma excelente e didática revisão do tema, exemplifica a ação de estabilizantes e traz informações sobre a não deterioração em aterros sanitários porque não existe oxigênio suficiente para alimentar as principais reações.</p>



<p>Faz uma provocadora abordagem sobre <strong>corrupção, distração e ganância</strong> no Capítulo 6 antes de apresentar suas <strong>Conclusões, Perspectivas e o Caminho a Seguir</strong>.</p>



<p>Concorde-se ou não com os fatos nele expostos, não se pode deixar de compreender que são citações de publicações validadas em avaliação por pares. Uma frase (pág. 176 da edição impressa e pág. 172 na edição eletrônica, soa como música aos meus ouvidos, porque acredito ser desperdício de energia simplesmente dispor esses materiais num aterro sanitário:</p>



<p><em>Se você usa, por exemplo PE e PP, você pode reciclá-los e reutilizá-los muitas vezes e quando finalmente tiver que queimá-los você recuperará toda a energia contida neles.</em></p>



<p>Sugiro a leitura crítica e discussões entre profissionais de embalagem. É a maneira ideal de todos reforçarem (ou não) seus conceitos sobre tema tão intrigante e controverso.</p>



<p>Saiba mais:</p>



<ol class="wp-block-list">
<li>WILLIAMS, A.T., e RANGEL-BUITRAGO, NELSON. Journal of Coastal Research, 35(3) : 648-663 – (2019)</li>



<li>BOUCHER, J. e FRIOT D. (2017). Primary Microplastics in the Oceans: A Global Evaluation of Sources. Gland, Switzerland: IUCN. 43pp.</li>
</ol>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="581" height="780" src="https://www.embanews.com.br/wp-content/uploads/2024/10/8_ED413-Competitividade_img1.jpg" alt="anuncio do evento Pack e Graph em Fortaleza" class="wp-image-1310" srcset="https://embanews.com.br/wp-content/uploads/2024/10/8_ED413-Competitividade_img1.jpg 581w, https://embanews.com.br/wp-content/uploads/2024/10/8_ED413-Competitividade_img1-223x300.jpg 223w" sizes="auto, (max-width: 581px) 100vw, 581px" /></figure>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="600" height="805" src="https://www.embanews.com.br/wp-content/uploads/2024/10/9_ED414-competitividade_img1.jpg" alt="anúncio da congraf embalagens" class="wp-image-1734" srcset="https://embanews.com.br/wp-content/uploads/2024/10/9_ED414-competitividade_img1.jpg 600w, https://embanews.com.br/wp-content/uploads/2024/10/9_ED414-competitividade_img1-224x300.jpg 224w" sizes="auto, (max-width: 600px) 100vw, 600px" /></figure>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>AOS 26 ANOS, A PÓS ATUALIZADA MAIS UMA VEZ</title>
		<link>https://embanews.com.br/aos-26-anos-a-pos-atualizada-mais-uma-vez/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Antonio Cabral]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 08 Aug 2024 09:36:38 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[2024]]></category>
		<category><![CDATA[Agosto]]></category>
		<category><![CDATA[Competitividade]]></category>
		<category><![CDATA[ED413]]></category>
		<category><![CDATA[Revista]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.embanews.com.br/?p=1309</guid>

					<description><![CDATA[O Brasil não é um exemplo de formação básica de pessoas. Que o digam os]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>O Brasil não é um exemplo de formação básica de pessoas. Que o digam os dados PISA, Programa Internacional de Avaliação de Estudantes, estudo comparativo internacional realizado a cada três anos pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico &#8211; OCDE1! O estudo também mostra que o País precisa trabalhar a criatividade. De modo geral, a posição brasileira nos rankings internacionais de competitividade &#8211; por exemplo, IMD2, em que ocupa a 62ª posição de um grupo de 67 países &#8211; precisa melhorar urgentemente. Para completar essa introdução, cito o World Talent Ranking 2023, elaborado pelo IMD no qual a posição é ainda mais delicada ainda: 63º entre 64 países.</p>



<p>Essas dificuldades não são recentes e contribuir para vencê-las, no contexto nacional, foi um dos pilares edificados para sustentar o curso de Pós-graduação em Engenharia de Embalagem na Mauá. Muito mais do que simplesmente repassar informações técnicas, o objetivo sempre foi aperfeiçoar o lado humano dos profissionais que atuam em empresas fabricantes e usuárias de embalagem.</p>



<p>O curso foi lançado em 1998, com o apoio de empresas, do CETEA e da ABRE, com ênfase no conceito de visão sistêmica da embalagem, que já enfatizava, ainda que de modo subliminar, hardware (instalações), software (procedimentos) e humanware (capital humano). À época, mestrado e especialização coabitavam as salas de aula.</p>



<p>Em 2009, foi oferecido com sucesso nas instalações do CETEA em Campinas, contando com o apoio dos profissionais do Centro. A partir de 2011, a especialização se tornou independente do mestrado e ficou mais compacta. Em 2018, adotou o modelo de módulos independentes, com 120 h, que podem ser cursados ao tempo do aluno, sem a necessidade de seguir um roteiro pré-estabelecido.</p>



<p>2019 foi o ano em que foram incorporados os conceitos da Indústria 4.0, sem deixar de lado, em nenhum momento, a visão do “guarda-costas3”, em que o “protetor” (a embalagem) precisa estudar minuciosamente o modo de ser da sua “protegida” (o conteúdo) para que ela sobreviva aos perigos que enfrenta.</p>



<p>Em 2022, as aulas presenciais passaram a acontecer aos sábados, fato que possibilitou sensacionais visitas a empresas (Klabin, Companhia Metalgraphica Paulista, Embaquim, Optima, Masipack, 3M, entre outras), ao SENAI (Theobaldo de Nigris e Mario Amato), ao Cazoolo, entre outros, de modo que os alunos puderam tomar conhecimento de diferentes visões e abordagens que são dadas à embalagem.</p>



<p>A partir do segundo semestre de 2024, 26 anos após a sua criação, será adotado o formato híbrido, com aulas noturnas pelo Teams às segundas feiras e presencial aos sábados, com transmissão pela internet. Com isso, espera-se a presença de alunos de várias localidades brasileiras. Os módulos, com 120 h, com escopo ampliado para abordar os pilares da sustentabilidade, são os seguintes: Gestão Sustentável de Operações: Produto e Embalagem; Gestão Sistêmica de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação de Produto e de Embalagem; Materiais e Aplicações. Todos têm sua própria “narrativa” e todas elas se encontram no esforço para reduzir impactos ambientais.</p>



<p>Como pano de fundo dessa nova roupagem do curso está a necessidade de conscientização sobre os novos hábitos de consumo e de comportamento que podem, nas palavras de Marcelo Gleiser4, salvar o planeta de um futuro nada promissor. Em seu manifesto5, ele apresenta o conceito do biocentrismo e enfatiza que as decisões devem partir dos indivíduos (os alunos) em vez de esperar que um poder maior regule tudo como sempre faz.</p>



<p>Em síntese, o curso, e especialmente o módulo “Gestão Sustentável de Operações: Produto e Embalagem” pretende consolidar, de forma pragmática, conceitos e ideias que possam contribuir para a melhoria das condições de vida do entorno dos alunos e, em decorrência, dos bairros, das cidades etc.</p>



<p>Concluo com uma provocação: pouco adianta usar PCR em todas as estruturas e desperdiçar energia, água e vapor e ter perda excessiva na produção.</p>



<ol class="wp-block-list">
<li>Disponível em <a href="https://l1nq.com/mnd8p">https://l1nq.com/mnd8p</a>, último acesso em 5 de agosto de 2024.</li>



<li>Disponível em <a href="https://l1nq.com/n9oDU">https://l1nq.com/n9oDU</a>, último acesso em 5 de agosto de 2024.</li>



<li>Filme com Kevin Costner e Whitney Houston.</li>



<li>Disponível em <a href="https://encr.pw/dOjBn">https://encr.pw/dOjBn</a>, último acesso em 5 de agosto de 2024.</li>



<li>GLEISER, M. O despertar do universo consciente: um manifesto para o futuro da humanidade. 1ª ed. – Rio de Janeiro : Record, 2024</li>
</ol>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="581" height="780" src="https://www.embanews.com.br/wp-content/uploads/2024/10/8_ED413-Competitividade_img1.jpg" alt="" class="wp-image-1310" srcset="https://embanews.com.br/wp-content/uploads/2024/10/8_ED413-Competitividade_img1.jpg 581w, https://embanews.com.br/wp-content/uploads/2024/10/8_ED413-Competitividade_img1-223x300.jpg 223w" sizes="auto, (max-width: 581px) 100vw, 581px" /></figure>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="583" height="782" src="https://www.embanews.com.br/wp-content/uploads/2024/10/8_ED413-Competitividade_img2.jpg" alt="" class="wp-image-1311" srcset="https://embanews.com.br/wp-content/uploads/2024/10/8_ED413-Competitividade_img2.jpg 583w, https://embanews.com.br/wp-content/uploads/2024/10/8_ED413-Competitividade_img2-224x300.jpg 224w" sizes="auto, (max-width: 583px) 100vw, 583px" /></figure>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>DIGITALIZAR O SISTEMA EMBALAGEM</title>
		<link>https://embanews.com.br/digitalizar-o-sistema-embalagem/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Antonio Cabral]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 08 Jul 2024 14:14:16 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[2024]]></category>
		<category><![CDATA[Competitividade]]></category>
		<category><![CDATA[ED412]]></category>
		<category><![CDATA[Julho]]></category>
		<category><![CDATA[Revista]]></category>
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					<description><![CDATA[Detalhes¹ tão pequenos … São coisas muito grandes para esquecer… Gestores do Sistema Embalagem se]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<h2 class="wp-block-heading">Detalhes¹ tão pequenos … São coisas muito grandes para esquecer…</h2>



<p>Gestores do Sistema Embalagem se valem diariamente de diversos indicadores para monitorarem o desempenho. Muitos deles analisam com extremo cuidado o que chamam de “grandes números” normalmente voltados ao lado financeiro da organização. Outros estão atentos à produtividade, expressa em quantidade de produtos fabricados / homens.hora trabalhados, e por vezes se esquecem do olhar crítico sobre a quantidade produzida em relação à capacidade instalada (fábrica oculta) e do olhar criativo, edificador, focado nos homens.hora trabalhados.</p>



<p>Outros ainda olham para a OEE2 como se ela fosse uma divindade e se esquecem que é o produto das taxas de disponibilidade, velocidade e qualidade. Talvez precisassem focar essas taxas isoladamente para melhorar os resultados da empresa.</p>



<p>Digo tudo isso porque não se pode desprezar os “detalhes tão pequenos” que “são coisas muito grandes para esquecer”. A melhoria contínua (leia-se Kaizen) é feita de pequenas vitórias diárias que, ao final de um ano, por exemplo, podem representar um grande avanço em produtividade e competitividade.</p>



<p>Gerenciar o Sistema Embalagem é trabalho que requer melhoria contínua. É lançar o olhar atento ao todo e às partes (leia-se aos detalhes). Não se faz milagre. É preciso conhecer minuciosamente cada um dos seus componentes e “convidar” seus gestores ao processo de melhoria com a frase de Martin Luther King em seu famoso discurso: “I have a dream3!”</p>



<p>É preciso dedicar tempo diário para pensar, refletir, simular, ousar e checar se “a casa está em ordem”. A figura do Engenheiro Chefe do Sistema Embalagem semelhante ao da Toyota4 exerceria essa atividade e seria essencial para:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Coletar e analisar de forma crítica dados e informações de todos os componentes. O ponto de partida é aquele que mais rapidamente trará resultados e permitirá motivar os demais;</li>



<li>Ter paciência para fazer esse levantamento de forma contínua e talvez menos rápida do que se esperava;</li>



<li>Ter coragem para levantar informações que podem surpreender – muitos preferem viver na ilusão que no fim tudo vai dar certo.</li>
</ul>



<p>O uso de sensores é essencial para tornar a coleta de dados mais robusta e menos sujeita a erros. Ajudaria muito o Engenheiro Chefe. Sensores não custam tão caro como a princípio se imagina e conectá-los a um ERP para consolidação das informações permite embasar e robustecer decisões.</p>



<p>Estabelecida a base para a gestão, o passo seguinte é digitalizar os documentos gerados, ou seja, dar a eles o formato digital, armazenando-os em plataformas para facilitar sua recuperação, compartilhamento e utilização. É muito mais do que lançar num software qualquer os dados de processo: TMBF – tempo médio de bom funcionamento, TMP – tempo médio de parada, TMEF – tempo médio entre falhas, velocidade de máquinas, tempo de parada, tempo para atendimento de paradas, rendimentos, perdas de produto e de embalagem por diversos motivos, desperdícios, e muitos outros. É analisá-los criticamente e desenhar cenários e tendências. Cabe aqui uma pergunta “orientativa”: o que fazer com esses números? Caso não se saiba a resposta, não descartar informação. Deve-se guardá-la com cuidado porque será útil na futura “recuperação” da história de uma máquina, por exemplo.</p>



<p>Quais dados coletar é uma questão relevante. Faz tempo que desenvolvi o que chamo “Diagnóstico do Sistema Embalagem” que consiste que permite “navegar” pelo sistema e olhar de forma atenta para os pontos chave de cada componente. Como consequência:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Permite especificar sensores adequados para esses pontos críticos;</li>



<li>Orienta o gestor a criar um plano estratégico (ou road map) porque identifica prioridades e os pontos onde se pode obter resultados mais rapidamente de modo a estimular outros setores;</li>



<li>Ajuda a conduzir um inventário de impactos ambientais causados por perdas, descartes e desperdícios.</li>
</ul>



<p>Feito tudo isso, pode-se partir para a Transformação Digital propriamente dita, entendida como integrar todos os dados numa única plataforma. Haverá, portanto, “uma única verdade” na gestão. Os resultados? Maior eficiência, eficácia, produtividade e competitividade. Além disso, menos perdas, desperdícios, impactos ambientais.</p>



<p>Como começar? Relembro uma frase atribuída a São Francisco de Assis5: “Comece fazendo o que é necessário, depois o que é possível, e de repente você estará fazendo o impossível”.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Saiba mais:</h3>



<ol class="wp-block-list">
<li>Detalhes. Canção de Roberto Carlos e Erasmo Carlos. Disponível em <a href="https://acesse.dev/SZbZe ">https://acesse.dev/SZbZe </a>&#8211; último acesso em 30 de junho de 2024.</li>



<li>OEE &#8211; Overall Equipment Effectiveness – Eficiência Global do Equipamento.</li>



<li>I have a dream – Martin Luther King – Disponível em <a href="https://acesse.dev/dABuP ">https://acesse.dev/dABuP </a>&#8211; último acesso em 30 de junho de 2024.</li>



<li>MORGAN, J.M. e LIKER, J.K – Sistema Toyota de desenvolvimento de produto: integrando pessoas, processos e tecnologia; tradução Raul Rubenich – Porto Alegre: Bookman, 2008. 392p.</li>



<li><a href="https://l1nq.com/u0Ee4 ">https://l1nq.com/u0Ee4 </a>&#8211; último acesso em 2 de julho de 2024</li>
</ol>



<p></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>MUITA RAPIDEZ E POUCO APRENDIZADO</title>
		<link>https://embanews.com.br/muita-rapidez-e-pouco-aprendizado/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Antonio Cabral]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 08 May 2024 23:00:38 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[2024]]></category>
		<category><![CDATA[Competitividade]]></category>
		<category><![CDATA[ED410]]></category>
		<category><![CDATA[Maio]]></category>
		<category><![CDATA[Revista]]></category>
		<category><![CDATA[Selecionado pelo Editor]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.embanews.com.br/?p=1441</guid>

					<description><![CDATA[Trem Bala1 …Também não é sobre correr contra o tempo pra ter sempre mais Porque]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<h4 class="wp-block-heading">Trem Bala<sup>1</sup> …Também não é sobre correr contra o tempo pra ter sempre mais Porque quando menos se espera a vida já ficou pra trás… Segura teu filho no colo Sorria e abraça os teus pais enquanto estão aqui Que a vida é trem-bala, parceiro E a gente é só passageiro prestes a partir….</h4>



<p>Vive-se um tempo em que muito se aprecia a “gestão ágil” de tudo. Existem muitos livros e artigos disponíveis em livrarias (virtuais ou presenciais) e escolher um deles para começar a estudar o tema não é uma tarefa fácil. Talvez seja necessário desenvolver uma metodologia ágil para adquirir uma publicação sobre metodologia ágil.</p>



<p>Uma das importantes lições que aprendi sobre o tema é “errar e aprender rápido em busca da vantagem competitiva”. Pode ser por esse motivo que muitas empresas apliquem sem pestanejar essa ferramenta em muitas de suas atividades, inclusive no Sistema Embalagem. Todavia, aprender com o erro não é uma tarefa fácil!!!</p>



<p>Mas, afinal, por que tanta afobação? O que foi aprendido durante a “vigência dessa pressa”? Queremos viver o hoje como se não existisse o amanhã? Tenho feito quase que cotidianamente essas perguntas a mim mesmo e àqueles com quem convivo. As respostas variam no formato, mas seguem o mesmo diapasão: “o tempo está passando muito rapidamente (está mesmo?), aprendi muito pouco e acabo de me dar conta que acabou o mês”.</p>



<p>Aparentemente, não somos bons gestores do uso das 24 horas dos nossos dias, e, talvez por isso, existem diversos profissionais fazendo palestras e orientando pessoas a esse respeito. Afinal, as pessoas buscam a gestão ágil porque delas é exigida cada vez mais rapidez ou simplesmente porque têm pressa? O que foi aprendido?</p>



<p>A rapidez não é um soft skill, como afirma a Professora Lucedile Antunes2, especialista no tema, que lista uma série deles em seus livros. Portanto, imagino que, se não é exigida, pode ser que todos estejam acometidos da Síndrome da Pressa3,4, assunto de várias publicações. Será que ela (a Síndrome) nos leva a viver intensamente porque temos muito medo de, num sobressalto, morrer?</p>



<p>Em meio a esses questionamentos (e provocações), lembrei da canção “Trem Bala” composta e cantada pela Ana Vilela, da qual alguns versos são citados no início deste texto. Um deles pode conduzir o leitor a compreender essa “pressa”. Será mesmo que “a vida é trem bala, …..prestes a partir”? Será esse o motivo pelo qual, em vários ambientes industriais e comerciais, se tem vivido mais o “correr contra o tempo para ter sempre mais” e menos o “sorria e abraça os teus pais enquanto estão aqui”? Não creio que essa pressa seja uma espécie de “bovinização5”.</p>



<p>O sentimento é que estamos todos acelerados e não encontramos espaço na nossa mente para pensar antes de agir e, consequentemente, aprender. É preciso buscar o conhecimento profundo de produtos, embalagens, cadeias produtivas para desenvolver competências e conseguir a vantagem competitiva que, essa sim, se transforma em ganhos.</p>



<p>Educação continuada, sem a “síndrome da pressa”, é o meio pelo qual os profissionais, com esforço, aprendem e se mantêm atualizados e competitivos no mercado de talentos. É muito difícil substituí-los!</p>



<p>Vamos aprender muito, na nossa velocidade de cruzeiro? Como sempre digo mãos à obra!</p>



<p><strong>Saiba mais:</strong></p>



<ol class="wp-block-list">
<li><a href="https://encr.pw/nTwCx" target="_blank" rel="noreferrer noopener">https: //encr.pw/nTwCx</a> último acesso em 20 de maio de 2024.</li>



<li><a href="https://acesse.dev/cQL8A" target="_blank" rel="noreferrer noopener">https://acesse.dev/cQL8A</a> último acesso em 28 de maio de 2024.</li>



<li><a href="https://encr.pw/WcqpA" target="_blank" rel="noreferrer noopener">https://encr.pw/WcqpA</a> último acesso em 28 de maio de 2024.</li>



<li><a href="https://l1nq.com/GOug2" target="_blank" rel="noreferrer noopener">https://l1nq.com/GOug2</a>, último acesso em 29 de maio de 2024.</li>



<li><a href="https://vimeo.com/105515361" target="_blank" rel="noreferrer noopener">https://vimeo.com/105515361</a>, último acesso em 29 de maio de 2024.</li>
</ol>



<p></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>DESENVOLVER VISÃO SISTÊMICA</title>
		<link>https://embanews.com.br/desenvolver-visao-sistemica/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Antonio Cabral]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 08 Apr 2024 22:07:20 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[2024]]></category>
		<category><![CDATA[Abril]]></category>
		<category><![CDATA[Competitividade]]></category>
		<category><![CDATA[ED409]]></category>
		<category><![CDATA[Revista]]></category>
		<category><![CDATA[Selecionado pelo Editor]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.embanews.com.br/?p=1419</guid>

					<description><![CDATA[EXPLORANDO AS NUANCES DA VISÃO SISTÊMICA NA INDÚSTRIA DE EMBALAGENS, ATRAVÉS DA JORNADA DE APRENDIZADO]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>EXPLORANDO AS NUANCES DA VISÃO SISTÊMICA NA INDÚSTRIA DE EMBALAGENS, ATRAVÉS DA JORNADA DE APRENDIZADO E REFLEXÃO CONSTANTE</p>



<p>Não existe receita pronta para desenvolver visão sistêmica. Importa compreender, em primeiro lugar, que é uma jornada que exige permanente reflexão e atenção ao entorno. É preciso ler e ouvir bastante, especialmente, as muitas histórias contadas pelos especialistas e nelas encontrar os pontos aplicáveis ao cotidiano.</p>



<p>Acredito que ainda caminho nessa jornada, aplicando o que foi aprendido ao universo que hoje, de forma ousada, chamo de Sistema Embalagem. Ouso compartilhar essa experiência com os leitores e leitoras.</p>



<p>Tudo começou quando um professor do CEAG / FGV, em 1985, trouxe o vocábulo “SISTEMAS” à tona, em meio a muita leitura de livros e artigos. Os textos eram agradáveis e, para mim, em certos aspectos, quase visionários. Despertaram nova compreensão para a geopolítica e para os processos industriais, nos quais estava praticamente enfurnado.</p>



<p>No momento seguinte, descobri a Teoria Geral dos Sistemas1, uma leitura mais complexa que, anos depois, seria um dos pilares da minha tese de doutorado2. Esse livro foi essencial para transformar minha visão linear de embalagem, quase petrificada desde a formatura em 1975, em sistêmica. Após esse “clic”, diversifiquei continuamente o aprendizado em empresas e instituições de ensino, notadamente a Mauá.</p>



<p>O fato marcante nessa história ocorreu com o convite formulado em 1989, pelo professor Gustavo Leonhardt para ministrar aulas no curso de Engenharia de Alimentos da Mauá. Ele me “apresentou” o livro A Quinta Disciplina3, escrito por Peter Senge, que tem sido inseparável companheiro desde então. A ilustração evidencia a importância das cinco disciplinas para construir o conhecimento e entender o papel dos agentes de uma cadeia produtiva. Em síntese:</p>



<p>a) indivíduos precisam ter domínio pessoal (leia-se ter claro projeto de vida) e ajustar, permanentemente, seus modelos mentais (quebrar paradigmas);</p>



<p>b) os times ou grupos devem ter objetivos comuns e aprender em conjunto;</p>



<p>c) assim procedendo, entenderão o próprio papel e o dos demais agentes do ambiente externo (cadeia produtiva em que atuam) e, consequentemente, as relações entre eles.</p>



<p>Cabe citar neste ponto uma frase atribuída a Francis Bacon &#8211; “conhecimento é poder” – e a fala do filósofo John Gray4 &#8211; “o conhecimento não liberta o homem, apenas aumenta seu poder” para formular uma pergunta: quem comanda a cadeia produtiva na qual sua empresa atua?</p>



<p>Para transformar em conhecimento e em competências as abundantes informações disponíveis, Nonaka e Takeuchi5 (leitura essencial que não canso de citar) incentivam reuniões rápidas e diárias (Ambientes BA) sobre os vários aspectos empresariais e pessoais para construir vantagens competitivas, por vezes confundidas com poder.</p>



<p>A visão sistêmica traz consigo duas inquietações:</p>



<p>a) a abordagem pejorativa dada às embalagens, notadamente os plásticos, em vez de reconhecer o valor (sistêmico) que adicionam à vida ao proteger o que contém e apoiar o combate universal à fome;</p>



<p>b) o aparente pouco autocuidado dos profissionais com a educação continuada para enfrentar as próximas turbulências. A esse respeito recomendo, uma vez mais, a leitura de dois relatórios do Fórum Econômico Mundial: Future of Jobs 20206 Future of Jobs 20237 e de uma publicação da empresa Korn Ferry8, datada de 2018, mas atualíssima. São excelentes guias para quem quer se preparar e não ter surpresas com os tempos que se aproximam.</p>



<p>Acertadamente, em 1998, a Mauá lançou o curso de Pós-graduação em Engenharia de Embalagem, que, ano após ano, se atualiza e, por que não dizer, se reinventa, mantendo o olhar sistêmico.</p>



<p>Em síntese, é mandatório que os packaholics desenvolvam e mantenham viva a visão sistêmica numa jornada que requer atenção contínua. O tempo perdido com vacilos pode ser irrecuperável!</p>



<h4 class="wp-block-heading">Saiba mais:</h4>



<ol class="wp-block-list">
<li>VON BERTALANFFY, L. Teoria Geral dos Sistemas. Trad. Francisco M. Guimarães. Petrópolis: Vozes, 1973. 351p.v</li>



<li>CABRAL, A. C. D. &#8211; A teoria das restrições aplicada ao estudo de cadeias produtivas de alimentos. São Paulo, 2003. 251p. Tese (Doutorado) – Orientador: Prof. Dr. Afonso Fleury Escola Politécnica – USP -.</li>



<li>SENGE, P. A quinta disciplina. 14.ed. Trad. Regina Amarante. São Paulo: Best Seller, 1990. 352 p.</li>



<li><a href="https://acesse.dev/yt6Fm" target="_blank" rel="noreferrer noopener">https://acesse.dev/yt6Fm</a>, último acesso em 13 de abril de 2024.</li>



<li>NONAKA, I. A empresa criadora de conhecimento. In: HARVARD BUSINESS REVIEW. Gestão do conhecimento. Trad. Afonso Celso da Cunha Serra. Rio de Janeiro: Campus, 2000. p.27-49.</li>



<li><a href="https://acesse.dev/LjNYI" target="_blank" rel="noreferrer noopener">https://acesse.dev/LjNYI</a> último acesso em 13 de abril de 2024.</li>



<li><a href="https://l1nq.com/hfGfA" target="_blank" rel="noreferrer noopener">https://l1nq.com/hfGfA</a> último acesso em 13 de abril de 2024.</li>



<li><a href="https://encr.pw/rCvO1" target="_blank" rel="noreferrer noopener">https://encr.pw/rCvO1 </a>, último acesso em 13 de abril de 2024.</li>
</ol>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="600" height="414" src="https://www.embanews.com.br/wp-content/uploads/2024/10/7_ED409-Competitividade_img1.jpg" alt="" class="wp-image-1420" srcset="https://embanews.com.br/wp-content/uploads/2024/10/7_ED409-Competitividade_img1.jpg 600w, https://embanews.com.br/wp-content/uploads/2024/10/7_ED409-Competitividade_img1-300x207.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 600px) 100vw, 600px" /></figure>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>OLHAR APROFUNDADO</title>
		<link>https://embanews.com.br/olhar-aprofundado/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Antonio Cabral]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 09 Feb 2024 21:23:30 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[2024]]></category>
		<category><![CDATA[Competitividade]]></category>
		<category><![CDATA[ED407]]></category>
		<category><![CDATA[Fevereiro]]></category>
		<category><![CDATA[Revista]]></category>
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					<description><![CDATA[CONHECER A FUNDO O QUE É FABRICADO E COMO É COMERCIALIZADO É PONTO-CHAVE PARA A]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<h3 class="wp-block-heading">CONHECER A FUNDO O QUE É FABRICADO E COMO É COMERCIALIZADO É PONTO-CHAVE PARA A VANTAGEM COMPETITIVA</h3>



<p>Admiro empresas e profissionais que estudam a fundo as reações que ocorrem antes e durante a vida útil dos seus produtos. Acredito que tenham o claro entendimento do que acontece nos ambientes macro (desgaste, quebra, corrosão externa, alterações de cor, vazamento, colapso das embalagens, entre outros) e micro (por exemplo, corrosão no interior das embalagens, deterioração do princípio ativo, oxidação de vitaminas e rancificação de gorduras) de cada unidade produzida. É, portanto, muito mais do que o puro e simples acúmulo de informações. Trata-se de dar a elas o tratamento correto para que sejam transformadas em competências, como mostrado no texto “Informações e conhecimento: avidez versus cansaço” publicado na edição anterior (edição 406 / janeiro 2024) da revista EMBANEWS. Conhecer a fundo o que é fabricado e o ambiente às vezes inóspito em que são comercializados é ponto chave para ter vantagem competitiva e, obviamente, contribuir de forma decisiva para o sucesso da empresa.</p>



<p>Para ilustrar essa “viagem interna” recorro a um pequeno vídeo disponível no LinkedIn, cujo primeiro quadro é mostrado na Figura 1. O trajeto parte da visão externa de uma mão humana de 20 centímetros, passa pelas células da pele (30 micrômetros), pelo núcleo dessas células (6 micrômetros), pela mitocôndria (2 micrômetros) e chega nos quarks (0,001 atômetro). É um maravilhoso olhar aprofundado.</p>



<p>Talvez seja um exagero exigir que os profissionais conheçam tão profundamente o que ocorre com o produto que está protegido pelo recipiente fabricado com qualquer um dos materiais disponíveis no mercado. No entanto, quanto melhor conhecer, mais competente será na sua missão protetora. É essencial ter em mente que a embalagem é o verdadeiro “guarda costas” do conteúdo, como no filme do mesmo nome. Só há sucesso na sua missão após conhecer detalhadamente o comportamento da personagem sob sua responsabilidade.</p>



<p>Duas questões me vieram à mente após assistir ao vídeo:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Como colaborar na formação crítica, questionadora e perspicaz do corpo técnico que atua no setor, de modo que ela esteja sempre presente de forma colaborativa na jornada rumo à vantagem competitiva das empresas?</li>
</ul>



<p>Volto ao texto “Informações e conhecimento: avidez versus cansaço” citado acima e ressalto a necessidade de se criar “Ambientes BA” nas empresas para minimizar a crise de talentos preconizada pela consultoria Korn Ferry. Além disso, de algum modo (atitudes organizacionais, políticas públicas etc.), há que se romper o padrão “nem-nem ” que alimenta a citada crise de talentos.</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Haverá um modo de evitar a superficialidade de tomar decisões rápidas e nem sempre mais acertadas?<br>É preciso substitui-la pelo questionamento inteligente que constrói cenários mais claros para as consequências possíveis da decisão tomada por exemplo, ao lançar um produto no mercado.</li>
</ul>



<p>Estabelecer a vida útil de um produto requer saber o que o consumidor deseja e conhecer no detalhe como o produto se deteriora. Isso demanda tempo e competência!</p>



<p>Além dessas questões, tenho em mente que é essencial despertar os packaholics para uma visão de futuro, alertá-los e prepará-los para enfrentar os próximos anos, que, provavelmente, serão ainda mais difíceis. Recomendo a leitura do texto “Como mudar o mundo? ”e atentar para as referências bibliográficas citadas pela autora.</p>



<p>Finalizo este texto com otimismo: há muito o que fazer! São muitas oportunidades a explorar. Mãos à obra!!!</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="479" height="600" src="https://www.embanews.com.br/wp-content/uploads/2024/10/9_ED407-Competitividade_img1.jpg" alt="FIGURA 1 – IMAGEM INICIAL DO OLHAR APROFUNDADO DA MÃO HUMANA" class="wp-image-1582" srcset="https://embanews.com.br/wp-content/uploads/2024/10/9_ED407-Competitividade_img1.jpg 479w, https://embanews.com.br/wp-content/uploads/2024/10/9_ED407-Competitividade_img1-240x300.jpg 240w" sizes="auto, (max-width: 479px) 100vw, 479px" /><figcaption class="wp-element-caption">Figura 1 &#8211; Imagem inicial do olhar aprofundado da mão humana</figcaption></figure>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>INFORMAÇÕES E CONHECIMENTO: AVIDEZ VERSUS CANSAÇO</title>
		<link>https://embanews.com.br/informacoes-e-conhecimento-avidez-versus-cansaco/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Antonio Cabral]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 10 Jan 2024 22:12:05 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[2024]]></category>
		<category><![CDATA[Competitividade]]></category>
		<category><![CDATA[ED406]]></category>
		<category><![CDATA[Janeiro]]></category>
		<category><![CDATA[Revista]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.embanews.com.br/?p=1648</guid>

					<description><![CDATA[CONSTRUIR O CONHECIMENTO A PARTIR DE UMA BASE ESTRUTURADA DE INFORMAÇÕES REQUER EQUILÍBRIO Início de]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<h3 class="wp-block-heading">CONSTRUIR O CONHECIMENTO A PARTIR DE UMA BASE ESTRUTURADA DE INFORMAÇÕES REQUER EQUILÍBRIO</h3>



<p>Início de 2024!!! Muitos planos foram feitos no final do ano que passou e parte deles é alicerçada no “aprender mais”. Os profissionais de embalagem estão ávidos na busca de informações que possam ser transformadas em conhecimento. É hora de agir!</p>



<p>Ao longo do tempo, para facilitar a busca da tão sonhada vantagem competitiva de profissionais e empresas e seus ambicionados resultados financeiros, esquematizei a estratégia mostrada na Figura 1 abaixo.</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="600" height="360" src="https://www.embanews.com.br/wp-content/uploads/2024/10/11_ED406-Competitividade_img1.jpg" alt="ilustração com o diagrama da estratégia de transformação de informação em vantagem competitiva" class="wp-image-1627" srcset="https://embanews.com.br/wp-content/uploads/2024/10/11_ED406-Competitividade_img1.jpg 600w, https://embanews.com.br/wp-content/uploads/2024/10/11_ED406-Competitividade_img1-300x180.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 600px) 100vw, 600px" /></figure>



<p>A base é constituída por informações que são cada vez mais abundantes e carentes de curadoria para distinguir aquelas que, realmente, são alinhadas à estratégia. Essa abundância, um verdadeiro bombardeio, causa uma certa insatisfação, pois “nunca se sabe tudo o que é preciso saber”. É essencial ter em mente a frase atribuída a Sócrates que “tudo o que sei é que nada sei3”, para evitar que a citada avidez se torne companheira constante. Se não for estabelecido um limite claro nessa procura, chega o cansaço, que interrompe o aprendizado.</p>



<p>Não temos a capacidade de ler e entender tudo o que está disponível nesse “mundo da embalagem” e, apesar de termos memória suficiente nos nossos HD’s (interno e externos), não temos tempo na vida para acessar tudo isso. Sugiro que o(a) leitor(a) administre a sua avidez para evitar se perder e, no limite, não ter aprendido nada a partir do oceano de dados obtidos. É essencial gerenciar a avidez para gerenciar o cansaço. Cabe aqui uma crítica: muitas empresas simplesmente “deixam de lado” projetos e dados passados, como se eles fossem descartáveis num “housekeeping” que destrói a história. Os experimentos vão se repetir e, com ele, os erros e os acertos.</p>



<p>Inicia-se, em seguida, a etapa de criação do conhecimento que é a análise crítica das informações relevantes e o seu alinhamento à estratégia traçada. Para tanto, é necessário dedicar tempo, quase nunca disponível. No entanto, o chegar à vantagem competitiva não pode ser atribuído à sorte. É preciso trabalhar muito!</p>



<p>Por sua vez, o conhecimento deve ser transformado em competência, definida como o “saber agir com a responsabilidade exigida4”. Para tanto, recomenda-se criar Ambientes BA que preconizam o aprendizado em células em vez da tradicional abordagem linear. Trata-se de uma prática que realmente adiciona valor ao negócio e pode indicar correções de rumo para a empresa. Uma vez mais, há a demanda tempo, recurso cada vez mais escasso.</p>



<p>Os competentes e conhecedores da estratégia conseguirão identificar oportunidades de inovação como definidas no Manual de Oslo5 ou publicações correlatas e, dentre elas, aquela que, realmente será, a vantagem competitiva desejada e os ganhos dela advindos.</p>



<p>O que se pretende no Curso de Pós-graduação em Engenharia da Embalagem da Mauá é construir o conhecimento a partir de uma base estruturada de informações como as desejadas competências alinhadas à estratégia que desenharam. Cada um no seu tempo, transformará esse processo em inovações e vantagens competitivas que gerarão recursos para assegurar o sucesso.</p>



<p>É preciso controlar a excessiva avidez para evitar cansaço, stress, burn out, entre outros tão frequentes desestímulos nesse caminho.</p>



<p><strong>Saiba mais:</strong></p>



<ol class="wp-block-list">
<li>TAKEUCHI,H. NONAKA,I. Gestão do Conhecimento. Tradução Ana Thorell. Porto Alegre: Bookman, 2008. 320p.</li>



<li>TIDD, J.; BESSANT, J.; PAVITT, K. Managing innovation. West Sussex: John Willey &amp; Sons, 1997. 375p.</li>



<li><a href="https://encr.pw/fIGtV" target="_blank" rel="noreferrer noopener">https://encr.pw/fIGtV</a></li>



<li>FLEURY, A; FLEURY, M. T. L. Estratégias empresariais e formação de competências. São Paulo: Atlas, 2000. 169p.</li>



<li>Manual de Oslo &#8211; Proposta de Diretrizes para Coleta e Interpretação de Dados sobre Inovação Tecnológica – 4ª Edição &#8211; Copyright OECD, 1997 &#8211; Traduzido em 2004 sob a responsabilidade da FINEP — Financiadora de Estudos e Projeto – disponível em <a href="https://acesse.one/ZJepa" target="_blank" rel="noreferrer noopener">https://acesse.one/ZJepa</a>, último acesso em 14 de janeiro de 2024.</li>
</ol>



<p></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
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