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	<title>Pesquisa &#8211; Embanews</title>
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	<description>Conectando fabricantes e usuários do setor de embalagens</description>
	<lastBuildDate>Fri, 20 Feb 2026 14:45:39 +0000</lastBuildDate>
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	<title>Pesquisa &#8211; Embanews</title>
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		<title>ALTERNATIVAS SUSTENTÁVEIS NO DESENVOLVIMENTO DE EMBALAGENS CELULÓSICAS</title>
		<link>https://embanews.com.br/alternativas-sustentaveis-no-desenvolvimento-de-embalagens-celulosicas/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Abner Domingos]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 20 Feb 2026 14:45:37 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[2026]]></category>
		<category><![CDATA[ED430]]></category>
		<category><![CDATA[Janeiro]]></category>
		<category><![CDATA[Pesquisa]]></category>
		<category><![CDATA[Revista]]></category>
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					<description><![CDATA[O crescimento populacional gerou um aumento do consumo de produtos em diferentes regiões, durante todo]]></description>
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<p>O crescimento populacional gerou um aumento do consumo de produtos em diferentes regiões, durante todo o ano, impulsionando a indústria de embalagens. Segundo a Associação Brasileira de Embalagem (Abre), o valor bruto da produção física nacional alcançou R$ 165,9 bilhões em 2024, representando um aumento de 14,89% em relação ao ano anterior. Essa tendência traz desafios, especialmente na gestão de resíduos pós-consumo. Dados da Associação Brasileira de Resíduos e Meio Ambiente (Abrema) referentes a 2023 indicam que o Brasil gerou no ano cerca de 81 milhões de toneladas de resíduos sólidos urbanos, o equivalente a 382 kg por habitante. Nesse contexto, cresce a demanda por soluções inovadoras que conciliem desempenho técnico e responsabilidade ambiental.</p>



<p>As embalagens celulósicas, produzidas a partir de fibras vegetais, vêm se destacando como alternativas viáveis aos plásticos convencionais, movimento conhecido como paperization. Diversas indústrias, de diferentes portes e segmentos, têm investido nesse processo com o objetivo de atender às crescentes exigências por redução do impacto ambiental. Segundo dados da Abre, papelão ondulado, cartão e papel representaram cerca de 36,3% do valor bruto da produção de embalagens no Brasil em 2024. Contudo, inovar nesse segmento exige reavaliar todo o processo produtivo, novas tecnologias e estratégias de valorização de resíduos.</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="500" height="199" src="https://embanews.com.br/wp-content/uploads/2026/02/5_ED430-Pesquisa_img1.jpg" alt="FIGURA 1: (A) Valor bruto da produção de embalagens no Brasil em 2024 (Abre, 2025) e (B) Geração de resíduos sólidos urbanos (RSU) no Brasil em 2023 (Abrema, 2024)." class="wp-image-3865" srcset="https://embanews.com.br/wp-content/uploads/2026/02/5_ED430-Pesquisa_img1.jpg 500w, https://embanews.com.br/wp-content/uploads/2026/02/5_ED430-Pesquisa_img1-300x119.jpg 300w" sizes="(max-width: 500px) 100vw, 500px" /><figcaption class="wp-element-caption">FIGURA 1: (A) Valor bruto da produção de embalagens no Brasil em 2024 (Abre, 2025) e (B) Geração de resíduos sólidos urbanos (RSU) no Brasil em 2023 (Abrema, 2024).</figcaption></figure>



<h3 class="wp-block-heading">FONTES ALTERNATIVAS</h3>



<p>Atualmente, a grande maioria da celulose usada em embalagens vem de florestas certificadas e cultivadas com manejo sustentável. A Indústria Brasileira de Árvores (IBÁ) estima que 1,8 milhão de árvores são plantadas diariamente para fins comerciais, dando origem a produtos como celulose, papel, embalagens, painéis de madeira, pisos laminados etc. No entanto, há um crescente interesse em fontes alternativas de celulose com potencial para reduzir a pressão sobre florestas plantadas e, simultaneamente, dar destinação adequada a subprodutos agroindustriais.</p>



<p>Segundo Khorairi et al., são quatro grupos principais de fontes de celulose: convencionais ou primárias (principalmente madeira, amplamente usada na produção de papel), secundárias (resíduos não processados das indústrias alimentícia, agrícola ou florestal, como cascas, palhas e folhas), terciárias (subprodutos já processados, provenientes do uso ou conversão da biomassa celulósica, como polpas, bagaços e resíduos alimentares) e quaternárias (microrganismos produtores de celulose, como certas algas, fungos e bactérias).</p>



<p>Para otimização do processo de obtenção de celulose, vem sendo estudado o uso de fontes primárias de rápido crescimento, como o bambu, que, de acordo com Ahmad et al., apresenta ainda outras características interessantes, como alta resistência mecânica e sucessão ecológica simplificada.</p>



<p>Embora representem alternativas promissoras, as fibras celulósicas oriundas de fontes não florestais enfrentam desafios. A heterogeneidade do material, o reduzido comprimento das fibras após o processamento e a complexidade e variedade dos métodos de produção demandam aprimoramento para exploração comercial em maior escala.</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img decoding="async" width="500" height="283" src="https://embanews.com.br/wp-content/uploads/2026/02/5_ED430-Pesquisa_img2.jpg" alt="FIGURA 2: Principais fontes de celulose (Khorairi et al., 2021)" class="wp-image-3866" srcset="https://embanews.com.br/wp-content/uploads/2026/02/5_ED430-Pesquisa_img2.jpg 500w, https://embanews.com.br/wp-content/uploads/2026/02/5_ED430-Pesquisa_img2-300x170.jpg 300w" sizes="(max-width: 500px) 100vw, 500px" /><figcaption class="wp-element-caption">FIGURA 2: Principais fontes de celulose (Khorairi et al., 2021)</figcaption></figure>



<h3 class="wp-block-heading">REVESTIMENTOS</h3>



<p>Embora apresentem vantagens, como leveza e boa resistência mecânica, as embalagens celulósicas possuem limitações naturais quanto às propriedades de barreira, devido à sua estrutura porosa e higroscópica, sendo comum em embalagens primárias para alimentos, por exemplo, a aplicação de revestimentos ou camadas adicionais, geralmente compostas por filmes plásticos sintéticos (polietileno, EVOH etc.) ou folhas de alumínio, combinação que compromete significativamente a reciclabilidade do material.</p>



<p>Afim de mudar esse cenário, alternativas mais sustentáveis de materiais para revestimentos estão sendo exploradas: biopolímeros como ácido polilático (PLA), polihidroxialcanoato (PHA), amido, quitosana, lignina etc. (Kunam et al., 2022); ceras naturais, de abelha, de soja, biowax etc. (Jahangiri et al. 2025); nanocelulose como celulose nanofibrilada (CNF), nanocristais de celulose (CNC) etc. (Spagnuolo et al., 2022).</p>



<p>Para isso, é fundamental considerar não apenas as propriedades de barreira oferecidas, como permeabilidade ao vapor d’água, oxigênio, gordura e luz, mas também os impactos nas propriedades físico-mecânicas do material. Alterações no peso, resistência à tração e ao arrebentamento, ângulo de contato e capacidade de absorção de água são aspectos que devem ser avaliados, assim como a estabilidade em condições de temperatura e umidade relativa elevadas, cenário facilmente encontrado na cadeia de distribuição de produtos. A aplicação desses revestimentos também deve ser escalonável e ter boa maquinabilidade em linhas de produção.</p>



<h3 class="wp-block-heading">DESIGN</h3>



<p>O design de embalagens contribui para proteção do produto e prevenção de perdas ao longo da cadeia logística, pois o descarte devido a falhas no acondicionamento gera impacto ambiental significativamente maior do que a própria embalagem. Por isso, seu desenvolvimento deve priorizar estruturas mais eficientes, formatos otimizados e uso racional de matéria- -prima, abrangendo os conceitos Packaging Logistics, que consiste em planejar, avaliar, testar e otimizar, e Design for Environment (DfE), que visa reduzir impactos ambientais ao longo do ciclo de vida (ISO, 2020).</p>



<p>Embora sejam procedentes de fonte renovável, embalagens celulósicas geram impacto ambiental quando descartadas, o que deve ser minimizado sempre que possível. Nesse contexto, são uma tendência crescente gramaturas cada vez menores que mantenham propriedades técnicas necessárias para o desempenho adequado.</p>



<p>Outro aspecto essencial é a comunicação clara e eficaz com o consumidor, que deve receber informações que o oriente durante toda a jornada do produto, desde a escolha na prateleira até o descarte adequado. Certificações ambientais, por exemplo, podem influenciar positivamente a decisão de compra.</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img decoding="async" width="600" height="217" src="https://embanews.com.br/wp-content/uploads/2024/10/5_ED413-Pesquisa_img1.jpg" alt="imagem do instituto de tecnologia de alimentos e do governo do estado de são paulo" class="wp-image-1334" srcset="https://embanews.com.br/wp-content/uploads/2024/10/5_ED413-Pesquisa_img1.jpg 600w, https://embanews.com.br/wp-content/uploads/2024/10/5_ED413-Pesquisa_img1-300x109.jpg 300w" sizes="(max-width: 600px) 100vw, 600px" /></figure>



<h3 class="wp-block-heading">Referências</h3>



<p>ABRE – ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE EMBALAGEM. Estudo Abre macroeconômico da embalagem e cadeia de consumo. 2025. Disponível em: <a href="https://www.abre.org.br/dados-do-setor/2024-2/" target="_blank" rel="noreferrer noopener nofollow">https://www.abre.org.br/dados-do-setor/2024-2/</a>. Acesso em: 14 jul. 2025.</p>



<p>ABREMA – ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE RESÍDUOS E MEIO AMBIENTE. Panorama dos resíduos sólidos no Brasil 2024. 2024. Disponível em: <a href="https://static.poder360.com.br/2024/12/panorama-dos-residuos-solidos-no-brasil-2024.pdf" target="_blank" rel="noreferrer noopener nofollow">https://static.poder360.com.br/2024/12/panorama-dos-residuos-solidos-no-brasil-2024.pdf</a>. Acesso em: 14 jul. 2025.</p>



<p>AHMAD, M. I., FAROOQ, S., ZHANG, H. Recent advances in the fabrication, health benefits, and food applications of bamboo cellulose. Food Hydrocolloids for Health, v. 2, dez. 2022. Disponível em: <a href="https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S2667025922000498" target="_blank" rel="noreferrer noopener nofollow">https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S2667025922000498</a>. Acesso em: 18 jul. 2025.</p>



<p>IBÁ – INDÚSTRIA BRASILEIRA DE ÁRVORES. Relatório anual Ibá 2024. Disponível em: <a href="https://iba.org/datafiles/publicacoes/relatorios/relatorio2024.pdf" target="_blank" rel="noreferrer noopener nofollow">https://iba.org/datafiles/publicacoes/relatorios/relatorio2024.pdf</a>. Acesso em: 15 jul. 2025.</p>



<p>INTERNATIONAL ORGANIZATION FOR STANDARDIZATION. ISO 14006:2020 – Sistemas de gestão ambiental – Diretrizes para a incorporação do ecodesign. Ed. 2. Geneva: Iso, 2020.</p>



<p>JAHANGIRI, A. M. F. et al. Wax Coatings for Paper Packaging Applications: Study of the Coating Effect on Surface, Mechanical, and Barrier Properties. ACS Environmental Au, v. 5, n. 2, p. 165-182, ago. 2025. Disponível em: <a href="https://www.researchgate.net/publication/387138661_Wax_Coatings_for_Paper_Packaging_Applications_Study_of_the_Coating_Effect_on_Surface_Mechanical_and_Barrier_Properties" target="_blank" rel="noreferrer noopener nofollow">https://www.researchgate.net/publication/387138661_Wax_Coatings_for_Paper_Packaging_Applications_Study_of_the_Coating_Effect_on_Surface_Mechanical_and_Barrier_Properties</a>. Acesso em: 17 jul. 2025.</p>



<p>KHORAIRI, A. N. S. A. et al. A Review on Agro-industrial Waste as Cellulose and Nanocellulose Source and Their Potentials in Food Applications. Food Reviews International, v. 39, n. 2, p. 663-688, mai. 2021. Disponível em: <a href="https://sci-hub.se/downloads/2021-08-31/58/ahmadkhorairi2021.pdf" target="_blank" rel="noreferrer noopener nofollow">https://sci-hub.se/downloads/2021-08-31/58/ahmadkhorairi2021.pdf</a>. Acesso em: 16 jul. 2025.</p>



<p>KUNAM, P. K. et al. Bio based materials for barrier coatings on paper packaging. Biomass Conversion and Biorefinery, ago. 2022. Disponível em: <a href="https://scispace.com/pdf/bio-based-materials-for-barrier-coatings-on-paper-packaging-13n5l6wa.pdf" target="_blank" rel="noreferrer noopener nofollow">https://scispace.com/pdf/bio-based-materials-for-barrier-coatings-on-paper-packaging-13n5l6wa.pdf</a>. Acesso em: 16 jul. 2025.</p>



<p>SPAGNUOLO, L., D’ORSI, R., OPERAMOLLA, A. Nanocellulose for Paper and Textile Coating: The Importance of Surface Chemistry. ChemPlusChem, v. 87, n. 8, 2022. Disponível em: <a href="https://www.researchgate.net/publication/362656723_Nanocellulose_for_Paper_and_Textile_Coating_The_Importance_of_Surface_Chemistry" target="_blank" rel="noreferrer noopener nofollow">https://www.researchgate.net/publication/362656723_Nanocellulose_for_Paper_and_Textile_Coating_The_Importance_of_Surface_Chemistry</a>. Acesso em: 17 jul. 2025.</p>



<p>As figuras desse artigo foram elaboradas usando recursos de Flaticon.com</p>



<p></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>BIOPOLÍMEROS: O FUTURO SUSTENTÁVEL DOS PLÁSTICOS</title>
		<link>https://embanews.com.br/biopolimeros-o-futuro-sustentavel-dos-plasticos/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Juliano Barbosa]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 16 Nov 2025 11:36:27 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[2025]]></category>
		<category><![CDATA[Desenvolvimento]]></category>
		<category><![CDATA[ED428]]></category>
		<category><![CDATA[Industria]]></category>
		<category><![CDATA[Novembro]]></category>
		<category><![CDATA[Pesquisa]]></category>
		<category><![CDATA[Revista]]></category>
		<category><![CDATA[Selecionado pelo Editor]]></category>
		<category><![CDATA[Tecnologia]]></category>
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					<description><![CDATA[Vivemos cercados por plásticos. Eles estão nas embalagens que usamos diariamente, nas roupas, nos carros,]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Vivemos cercados por plásticos. Eles estão nas embalagens que usamos diariamente, nas roupas, nos carros, nos eletrodomésticos e até em dispositivos médicos. Essa versatilidade tornou o plástico um dos materiais mais importantes do século XX. No entanto, seu sucesso trouxe um problema crescente: a acumulação de resíduos plásticos no meio ambiente.</p>



<p>Estima-se que mais de 350 milhões de toneladas de plástico sejam produzidas anualmente no mundo, e uma parte significativa disso acaba em aterros ou, pior, nos oceanos. Como a maioria dos plásticos convencionais é derivada do petróleo e não se degrada facilmente, eles podem permanecer no ambiente por séculos, fragmentando-se em microplásticos que contaminam o solo, a água e os alimentos.</p>



<p>A reciclagem é, sem dúvida, uma das principais estratégias para mitigar os impactos ambientais dos plásticos. Ela reduz a necessidade de novas matérias- -primas e diminui o volume de resíduos descartados. Existem diferentes tipos de reciclagem — mecânica, química e energética — e cada uma tem seu papel.</p>



<p>Contudo, a reciclagem enfrenta desafios: muitos plásticos são misturados, contaminados ou possuem aditivos que dificultam sua recuperação. Além disso, nem todos os produtos plásticos são economicamente viáveis para reciclar. Assim, embora essencial, a reciclagem sozinha não resolve o problema global do plástico.</p>



<p>É nesse contexto que surgem os biopolímeros, materiais que buscam unir funcionalidade e sustentabilidade. De forma simples, os biopolímeros são plásticos produzidos a partir de fontes renováveis, como amido de milho, cana-de-açúcar, celulose, óleos vegetais e até resíduos agrícolas. Alguns deles também têm a capacidade de se degradar naturalmente após o uso, retornando ao ciclo da natureza sem causar poluição persistente.</p>



<p>Entre os exemplos mais conhecidos estão o PLA (ácido polilático): obtido a partir da fermentação do amido de milho ou da cana-de-açúcar. É utilizado em embalagens, copos descartáveis e até em impressoras 3D; O-PHA (polihidroxialcanoatos): produzido por micro-organismos que transformam açúcares e óleos em um polímero biodegradável. Pode ser usado em produtos médicos, cosméticos e filmes agrícolas; E também o PBS (succinato de polibutileno) e PBAT (tereftalato adipato de polibutileno): frequentemente usados em sacolas e embalagens flexíveis biodegradáveis.</p>



<p>A produção dos biopolímeros geralmente começa com matérias-primas vegetais, que passam por processos químicos ou biotecnológicos até se transformarem em plásticos. Por serem provenientes de recursos renováveis, contribuem para a redução das emissões de carbono, já que as plantas utilizadas absorvem CO2 durante o crescimento.</p>



<p>Após o uso, esses materiais podem seguir diferentes caminhos. Quando corretamente descartados, muitos biopolímeros biodegradáveis se decompõem em água, dióxido de carbono e biomassa sob condições controladas, como em sistemas de compostagem industrial. Isso evita o acúmulo de resíduos e fecha o ciclo de forma mais sustentável.</p>



<p>No entanto, é importante lembrar que nem todo plástico de fonte renovável é biodegradável, e nem todo biodegradável é de fonte renovável. O ideal é combinar ambas as características — origem sustentável e degradação controlada — junto de políticas eficazes de coleta e compostagem.</p>



<p>Os biopolímeros representam uma nova geração de materiais alinhados aos princípios do ESG (ambiental, social e governança) e da economia circular, que propõem reduzir o desperdício e manter os recursos em uso pelo maior tempo possível.</p>



<p>Mas sua adoção em larga escala ainda depende de avanços tecnológicos, redução de custos e conscientização dos consumidores. Substituir os plásticos convencionais por alternativas sustentáveis exige não apenas inovação, mas também mudança de comportamento — repensar o consumo, valorizar o descarte correto e apoiar políticas públicas voltadas à sustentabilidade.</p>



<p>Os plásticos transformaram o mundo; agora é hora de transformarmos a relação que temos com eles, e os biopolímeros, inspirados pela própria natureza, podem ser o elo entre a tecnologia e o meio ambiente — um caminho promissor para um planeta mais limpo e equilibrado.</p>



<p><em>* O conteúdo dos artigos assinados não representa necessariamente a opinião do Mackenzie.</em></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>PESQUISA TWO SIDES REVELA AVANÇO NA PERCEPÇÃO DOS CONSUMIDORES SOBRE PRODUTOS DE PAPEL, CARTÃO E PAPELÃO</title>
		<link>https://embanews.com.br/pesquisa-two-sides-revela-avanco-na-percepcao-dos-consumidores-sobre-produtos-de-papel-cartao-e-papelao/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redação EMBANEWS]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 16 Nov 2025 11:20:43 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[2025]]></category>
		<category><![CDATA[ED428]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Novembro]]></category>
		<category><![CDATA[Pesquisa]]></category>
		<category><![CDATA[Revista]]></category>
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					<description><![CDATA[A percepção global dos consumidores em relação a produtos de papel, cartão e papelão está]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>A percepção global dos consumidores em relação a produtos de papel, cartão e papelão está melhorando, com a maior compreensão sobre a sustentabilidade no processo de produção e a reciclagem de materiais, embora ainda haja um trabalho a ser feito para evidenciar a natureza sustentável desses produtos e a relevância da indústria de celulose e papel na gestão de processos mais sustentáveis. Esta é uma das conclusões da pesquisa “Trend Tracker 2025”, conduzida pela Toluna a pedido de Two Sides, organização global sem fins lucrativos que promove os atributos únicos, atrativos e responsáveis da impressão, do papel e das embalagens à base de papel.</p>



<p>A preocupação com a sustentabilidade no processo de produção da celulose, na fabricação das embalagens, bem como com a reciclagem de materiais são aspectos que permearam vários pontos da pesquisa. De acordo com o presidente de Two Sides América Latina, Fábio Mortara, a crescente conscientização sobre questões ambientais, impulsionada pela mídia, pelas mudanças climáticas e por iniciativas de sustentabilidade, tem levado governos, empresas e indivíduos a adotarem práticas mais sustentáveis e de baixo carbono.</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="800" height="549" src="https://embanews.com.br/wp-content/uploads/2025/11/2_ED428-Pesquisa-Consumidor_img1.jpg" alt="Imagem com resultados da pesquisa conduzida pela Two Sides." class="wp-image-3699" srcset="https://embanews.com.br/wp-content/uploads/2025/11/2_ED428-Pesquisa-Consumidor_img1.jpg 800w, https://embanews.com.br/wp-content/uploads/2025/11/2_ED428-Pesquisa-Consumidor_img1-300x206.jpg 300w, https://embanews.com.br/wp-content/uploads/2025/11/2_ED428-Pesquisa-Consumidor_img1-768x527.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 800px) 100vw, 800px" /></figure>



<p>Entre os indicadores levantados na pesquisa, está o fato de que 6 em cada 10 consumidores (59%) consideram o papel/papelão melhor para o meio ambiente, mesmo percentual daqueles que preferem esse tipo de material nas embalagens por considerá-los mais sustentáveis, enquanto 80% dos entrevistados afirmam ser importante utilizar produtos de papel originados de florestas manejadas de forma sustentável.</p>



<p>O papel também desponta como o material preferido para embalagens, respondendo pela preferência em 10 de 15 atributos avaliados. É considerado o melhor para o meio ambiente por 59% dos entrevistados, o mais biodegradável (70%), o mais fácil de reciclar (53%), de fechar (43%), de armazenar (33%) e de abrir e fechar (43%); o mais leve (60%) e seguro (35%); o que apresenta melhor a informação sobre o produto (33%) e o mais barato (60%). E, nesse sentido, 63% dizem acreditar que apenas papel reciclado deveria ser utilizado em embalagens.</p>



<p>Embalagens de papel também são as preferidas pelos compradores online (65%) e, para a parcela dos que fazem compras em lojas físicas, 52% consideram reduzir compras de varejistas que não estejam utilizando embalagens sustentáveis, e outros 62% comprariam mais de lojistas que eliminassem o plástico de suas embalagens.</p>



<p>“A Trend Tracker 2025 revela um progresso encorajador na forma como os consumidores enxergam os produtos à base de celulose, mas também evidencia áreas nas quais o entendimento ainda é insuficiente”, avalia Fábio Mortara. “À medida que a conscientização ambiental dos consumidores cresce, o caminho para a indústria de impressão, papel e embalagens está na comunicação clara, baseada em fatos, no combate a narrativas enganosas — especialmente aquelas exclusivas do meio digital — e na promoção da preferência por produtos de celulose inovadores, tanto para comunicação quanto embalagem.”</p>



<h3 class="wp-block-heading">PAPEL TISSUE</h3>



<p>O aspecto da sustentabilidade dos produtos tissue foi um dos focos da pesquisa. Entre os entrevistados, 53% dizem que os papeis para higiene não são supérfluos, ressaltando uma mudança de comportamento que acelerou a partir da pandemia de Covid-19.</p>



<p>Questionados sobre a sustentabilidade dos produtos de papel para higiene, metade dos entrevistados (48%) relata buscar ativamente por produtos feitos a partir de papel reciclado e desejam (76%) que a indústria invista mais na produção sustentável de papel tissue.</p>



<p>A Trend Tracker 2025 revela ainda que 70% dos entrevistados dizem se preocupar com o seu impacto no meio ambiente, e afirmam que seria melhor fabricar papeis para higiene a partir de materiais reciclados (57%). Entre os consumidores ouvidos, 75% dizem ser importante produzir papel de higiene com insumos provenientes de árvores plantadas de forma sustentável.</p>



<h3 class="wp-block-heading">PERCEPÇÃO DOS CONSUMIDORES</h3>



<p>Fábio Mortara ressalta que a pesquisa Trend Tracker 2025 é uma ferramenta essencial para compreender como as percepções dos consumidores estão evoluindo em uma ampla gama de temas relacionados à impressão, ao papel, às embalagens e aos produtos tissue.</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="319" height="500" src="https://embanews.com.br/wp-content/uploads/2025/11/2_ED428-Pesquisa-Consumidor_img2.jpg" alt="Imagem com resultados da pesquisa conduzida pela Two Sides." class="wp-image-3700" srcset="https://embanews.com.br/wp-content/uploads/2025/11/2_ED428-Pesquisa-Consumidor_img2.jpg 319w, https://embanews.com.br/wp-content/uploads/2025/11/2_ED428-Pesquisa-Consumidor_img2-191x300.jpg 191w" sizes="auto, (max-width: 319px) 100vw, 319px" /></figure>



<p>Uma preocupação relevante, destaca Mortara, é que 70% dos entrevistados ainda acreditam que a celulose – matéria-prima do papel, cartão e papelão &#8211; causa desmatamento. “O fato é que, no Brasil, toda a celulose usada na indústria é obtida de árvores cultivadas”, diz o executivo, ao ressaltar que também foi constatado um aumento na conscientização sobre reciclagem, embora os consumidores ainda subestimem a real eficácia da reciclagem de papel.</p>



<p>“Esses equívocos reforçam exatamente porque iniciativas como Two Sides e Love Paper permanecem tão relevantes. Nosso esforço em transmitir informações corretas, claras e acessíveis sobre as credenciais ambientais dos produtos à base de celulose e papel é mais importante do que nunca”, afirma Fábio Mortara.</p>



<p><a href="https://twosides.org.br" target="_blank" rel="noreferrer noopener nofollow">https://twosides.org.br</a></p>



<h3 class="wp-block-heading">SOBRE A PESQUISA</h3>



<pre class="wp-block-preformatted has-pale-cyan-blue-background-color has-background">A edição deste ano da Trend Tracker foi ampliada e realizada em 17 países, incluindo Brasil, Argentina, EUA, Alemanha, Reino Unido, Austrália, África do Sul, entre outros. Ao todo, foram ouvidos 12.400 consumidores com idades entre 18 e 65 anos, e teve como áreas de foco da pesquisa os hábitos de leitura, as percepções ambientais, as preferências de embalagens e as atitudes em relação a produtos tissue. No Brasil, foram ouvidas 1.335 pessoas (52% mulheres e 48% homens). Encomendada por Two Sides e conduzida pela Toluna, a pesquisa foi realizada online em janeiro de 2025.<br><br>Em sua terceira edição, o estudo bienal acompanha a evolução das percepções sobre uma ampla gama de temas ambientais e de comunicação.<br><br>A edição 2025 inclui insights representativos de consumidores da Europa - Alemanha, Áustria, Bélgica, Dinamarca, Finlândia, França, Itália, Noruega, Reino Unido e Suécia -, além de Austrália, Canadá, Estados Unidos, Nova Zelândia, África do Sul e, na América Latina, Brasil e Argentina.</pre>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>ANALISANDO OS PFAS: RISCOS, DESAFIOS E PERSPECTIVAS</title>
		<link>https://embanews.com.br/analisando-os-pfas-riscos-desafios-e-perspectivas/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Nanci Castanha da Silva&nbsp;and&nbsp;Raphael D&#039;Anna Acayaba]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 06 Nov 2025 15:01:41 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[2025]]></category>
		<category><![CDATA[ED427]]></category>
		<category><![CDATA[Pesquisa]]></category>
		<category><![CDATA[Revista]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Selecionado pelo Editor]]></category>
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					<description><![CDATA[Os PFAS, substâncias per e polifluoroalquil, são uma família de mais de 4.000 compostos químicos]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Os PFAS, substâncias per e polifluoroalquil, são uma família de mais de 4.000 compostos químicos (OECD/UNEP, 2018) usados desde a década de 1950 em produtos que vão de espumas de combate a incêndio a pesticidas (Podder et al., 2021). Sua principal característica é a extrema persistência no meio ambiente. Estudos mostram que a exposição a eles está associada a efeitos adversos à saúde (Sunderland et al., 2019), e sua presença já é generalizada, com pesquisas indicando contaminação em cerca de 95% de adolescentes e adultos nos Estados Unidos (Lewis et al., 2015).</p>



<p>Para os consumidores, uma das rotas mais diretas de exposição é através das embalagens de alimentos (Sangkham, 2024; Zhang et al., 2024). Testes já revelaram níveis elevados desses compostos em caixas de fast-food, sacos plásticos e embalagens de pipoca para micro-ondas. Pesquisas indicam que a migração dos PFAS da embalagem para o alimento pode ocorrer em apenas duas horas de contato (Stroski &amp; Sapozhnikova, 2023). A ingestão oral é considerada a principal forma de absorção pelo corpo humano, e os PFAS tendem a se acumular no fígado, onde estudos epidemiológicos já demonstraram uma relação com o desenvolvimento de doenças hepáticas (Zhang et al., 2024).</p>



<p>Diante desses riscos, a União Europeia está tomando uma medida decisiva contra os “químicos eternos” presentes em embalagens de alimentos. A partir de 12 de agosto de 2026, novas e rigorosas regras proibirão a comercialização de embalagens que contenham PFAS acima de limites estritos, uma decisão que visa reduzir a exposição humana a compostos ligados a sérios riscos à saúde (Office of the European Union).</p>



<p>O novo regulamento europeu estabelece uma barreira clara: embalagens não poderão exceder 50 partes por milhão (ppm) para o total de PFAS presentes, incluindo os de natureza polimérica (Office of the European Union). A medida reforça a preocupação de agências como a Autoridade Europeia para a Segurança Alimentar (EFSA), que já estabeleceu uma ingestão semanal máxima tolerável de apenas 4,4 nanogramas por quilo de peso corporal para a soma de quatro dos principais PFAS (Stroski &amp; Sapozhnikova, 2023).</p>



<p>Apesar do avanço regulatório, a indústria enfrenta desafios. A análise para detectar e quantificar com precisão os PFAS ainda é complexa, com métodos que podem subestimar a contaminação total (Nikiforov, 2021; Shojaei et al., 2022). Além disso, a busca por substitutos é uma corrida contra o tempo. Especialistas alertam que as alternativas precisam ser rigorosamente avaliadas, pois também podem ser danosas à saúde e ao meio ambiente, defendendo uma transição baseada em “química responsável” para um futuro sem os riscos associados aos PFAS (Ateia &amp; Scheringer, 2024).</p>



<p>Ciente dessa importante demanda, o corpo técnico do Centro de Tecnologia de Embalagem (Cetea) do Instituto de Tecnologia de Alimentos (Ital/Apta/SAA) tem acompanhado as inovações na área para atender da melhor forma o setor produtivo.</p>



<h3 class="wp-block-heading">REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS</h3>



<p>Ateia, M., &amp; Scheringer, M. (2024). From “forever chemicals”to fluorine- free alternatives. Science (<em>New York, N.Y.</em>), 385(6706), 256–258.</p>



<p>Lewis, R. C., Johns, L. E., &amp; Meeker, J. D. (2015). Serum biomarkers of exposure to perfluoroalkyl substances in relation to serum testosterone and measures of thyroid function among adults and adolescents from NHANES 2011–2012. <em>International Journal of Environmental Research and Public Health, 12</em>(6), 6098–6114.</p>



<p>OECD/UNEP. (2018). <em>Toward a new comprehensive global database of per- and polyfluoroalkyl substances</em> (PFASs).</p>



<p>Office of the European Union L-, P., &amp; Luxembourg, L. (n.d.). <em>Regulation (EU) 2025/40 of the European Parliament and of the Council of 19 December 2024 on packaging and packaging waste</em>.</p>



<p>Podder, A., et al. (2021). Per and poly-fluoroalkyl substances (PFAS) as a contaminant of emerging concern in surface water: A transboundary review of their occurrences and toxicity effects. <em>Journal of Hazardous Materials, 419</em>.</p>



<p>Sangkham, S. (2024). Global Perspective on the Impact of Plastic Waste as a Source of Microplastics and Per- and Polyfluoroalkyl Substances in the Environment. <em>ACS ES and T Water, 4</em>(1), 1–4.</p>



<p>Stroski, K. M., &amp; Sapozhnikova, Y. (2023). Analysis of per- and polyfluoroalkyl substances in plastic food storage bags by different analytical approaches. <em>Journal of Chromatography Open, 4</em>.</p>



<p>Zhang, J., Hu, L., &amp; Xu, H. (2024). Dietary exposure to per- and polyfluoroalkyl substances: Potential health impacts on human liver. <em>Science of the Total Environment, 907</em>.</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="600" height="217" src="https://embanews.com.br/wp-content/uploads/2024/10/5_ED413-Pesquisa_img1.jpg" alt="imagem do instituto de tecnologia de alimentos e do governo do estado de são paulo" class="wp-image-1334" srcset="https://embanews.com.br/wp-content/uploads/2024/10/5_ED413-Pesquisa_img1.jpg 600w, https://embanews.com.br/wp-content/uploads/2024/10/5_ED413-Pesquisa_img1-300x109.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 600px) 100vw, 600px" /></figure>
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			</item>
		<item>
		<title>SUSTENTABILIDADE AMBIENTAL E CUMPRIMENTO DE FUNÇÃO DAS EMBALAGENS PLÁSTICAS FLEXÍVEIS</title>
		<link>https://embanews.com.br/sustentabilidade-ambiental-e-cumprimento-de-funcao-das-embalagens-plasticas-flexiveis/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Gustavo Henrique Moraes,&nbsp;Clarice Fedosse Zornio&nbsp;and&nbsp;Amanda Alves Domingos Maia]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 21 Oct 2025 19:12:22 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[2025]]></category>
		<category><![CDATA[ED426]]></category>
		<category><![CDATA[Embalagens Flexíveis]]></category>
		<category><![CDATA[Pesquisa]]></category>
		<category><![CDATA[Revista]]></category>
		<category><![CDATA[Setembro]]></category>
		<category><![CDATA[Embalagens Flexiveis]]></category>
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					<description><![CDATA[As embalagens plásticas flexíveis desempenham papel fundamental na conservação, proteção e transporte de alimentos, produtos]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>As embalagens plásticas flexíveis desempenham papel fundamental na conservação, proteção e transporte de alimentos, produtos de higiene e bens de consumo em geral. Seu desenvolvimento vem sendo cada vez mais orientado por diretrizes de sustentabilidade, impulsionadas por legislações, metas corporativas e expectativas do consumidor.</p>



<p>Nesse contexto, algumas tendências ganham destaque, como a simplificação e a compatibilização de estruturas como soluções de design para a reciclagem (D4R) e a incorporação de resina reciclada pós-consumo (PCR), sem deixar de lado a performance das embalagens. Esses e outros temas foram discutidos na 13ª Conferência Internacional de Embalagens Flexíveis Tappi/Cetea 2025, que aconteceu no Instituto de Tecnologia de Alimentos (Ital) de 23 a 25 de setembro no formato híbrido.</p>



<p>A simplificação de estrutura está relacionada à redução da complexidade das embalagens multicamadas e à busca por soluções monomateriais. Tradicionalmente, os plásticos flexíveis são formados pela combinação de diferentes polímeros que proporcionam propriedades como barreira a gases, resistência mecânica e brilho. No entanto, essa diversidade de materiais dificulta a reciclagem, já que a separação de cada polímero é tecnicamente desafiadora e pouco viável em escala industrial.</p>



<p>Associado a isso, a impressão presente pode gerar contaminação no material reciclado e até mesmo comprometer as suas propriedades mecânicas, limitando a aplicação do reciclado. A remoção das camadas de impressão é tecnicamente desafiadora e demanda processos adicionais, muitas vezes economicamente inviáveis em escala industrial.</p>



<p>Algumas soluções comerciais para esses entraves, as quais contribuem para melhorar a circularidade dos materiais plásticos e reduzir os seus impactos ambientais, foram discutidas por especialistas de grandes empresas ligadas ao setor como ExxonMobil, Toyo Ink Brasil, Antilhas, Braskem e Allianza, na Conferência Tappi/Cetea deste ano.</p>



<p>No âmbito da compatibilização de estruturas para a reciclagem, destacam-se os desenvolvimentos de filmes plásticos que combinam grades específicos de polietileno e poliamida projetados para apresentar maior compatibilidade frente aos processos de reciclagem mecânica. Historicamente, a associação entre esses dois polímeros gera limitações significativas nesse processo, pois suas diferenças de polaridade e estrutura química resultam em baixa miscibilidade, comprometendo a qualidade do material reciclado.</p>



<p>Avanços na formulação de grades compatíveis têm permitido melhorar a adesão interfacial e reduzir a separação de fases, garantindo melhores propriedades mecânicas e estabilidade do reciclado. Essa abordagem, explorada na conferência pela UBE, amplia a reciclabilidade de estruturas multicamadas que necessitam da alta barreira a gases fornecida pela poliamida e da processabilidade e versatilidade do polietileno, tornando tais filmes mais alinhados às diretrizes de circularidade e metas de sustentabilidade do setor, temas também abordados pela Yattó.</p>



<p>Outro caminho em expansão é a incorporação de PCR nas embalagens plásticas flexíveis, tema discutido pela Plastiweber. A utilização de resina pós-consumo reciclada em embalagens flexíveis representa um avanço significativo na economia circular, pois promove a reinserção de materiais no ciclo produtivo. Essa prática reduz a dependência de resinas virgens, diminui a pegada de carbono associada à produção e atende a compromissos de sustentabilidade assumidos por diversas empresas.</p>



<p>Como desafios técnicos e regulatórios ainda existem, principalmente relacionados à qualidade, à pureza do PCR e à segurança ao consumidor, avanços em tecnologias de reciclagem química vêm ampliando as possibilidades de aplicação do PCR em contato direto com alimentos para outras resinas além do poli(tereftalato de etileno), cuja reciclagem mecânica é permitida para contato com alimentos pela RDC n° 20 de 26 de março de 2008.</p>



<p>A tendência de sustentabilidade tem direcionado muitos dos desenvolvimentos de novas embalagens, com soluções sendo apresentadas na Tappi/Cetea 2025 pela Universidade Tecnológica Nacional (UTN), da Argentina, e pelas empresas Ecopopoli, Nanox, Avient e Avery Dennison. Contudo, há necessidade de comprovação da efetividade dos ganhos ambientais propostos, conforme foi discutido por empresas como GAIA BioMaterials e Basf, e assegurada a qualidade das novas estruturas e formulações, objeto de discussão apresentado pela Thermo Fischer.</p>



<p>O fato é: os desenvolvimentos de embalagens plásticas flexíveis orientados por aspectos de sustentabilidade não podem deixar de lado o atendimento a requisitos de proteção dos produtos ou de etapas do processamento de alimentos envasados. Quando a embalagem falha em cumprir sua função, há não só o desperdício do material da embalagem, mas também dos recursos naturais usados para a obtenção do produto acondicionado, resultando em impactos ambientais significativamente maiores. Com foco nessa perspectiva de performance de materiais de embalagem, valeu a pena acompanhar na conferência o que dizeram especialistas da Faculdade de Engenharia de Alimentos (FEA) da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e das empresas Milliken, Nova Chemicals, Dow, Embaquim, Cepalgo e Oben.</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="600" height="217" src="https://embanews.com.br/wp-content/uploads/2024/10/5_ED413-Pesquisa_img1.jpg" alt="imagem do instituto de tecnologia de alimentos e do governo do estado de são paulo" class="wp-image-1334" srcset="https://embanews.com.br/wp-content/uploads/2024/10/5_ED413-Pesquisa_img1.jpg 600w, https://embanews.com.br/wp-content/uploads/2024/10/5_ED413-Pesquisa_img1-300x109.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 600px) 100vw, 600px" /></figure>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" width="400" height="400" src="https://embanews.com.br/wp-content/uploads/2025/10/5_ED426-Pesquisa_img1.jpg" alt="QR Code com a programação da 13ª Conferência Internacional de Embalagens Flexíveis Tappi/Cetea 2025" class="wp-image-3618" style="width:216px;height:auto" srcset="https://embanews.com.br/wp-content/uploads/2025/10/5_ED426-Pesquisa_img1.jpg 400w, https://embanews.com.br/wp-content/uploads/2025/10/5_ED426-Pesquisa_img1-300x300.jpg 300w, https://embanews.com.br/wp-content/uploads/2025/10/5_ED426-Pesquisa_img1-150x150.jpg 150w, https://embanews.com.br/wp-content/uploads/2025/10/5_ED426-Pesquisa_img1-70x70.jpg 70w" sizes="auto, (max-width: 400px) 100vw, 400px" /></figure>



<p></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>NOVOS CRITÉRIOS PARA MATERIAIS, EMBALAGENS, UTENSÍLIOS E EQUIPAMENTOS METÁLICOS PARA CONTATO COM ALIMENTOS</title>
		<link>https://embanews.com.br/novos-criterios-para-materiais-embalagens-utensilios-e-equipamentos-metalicos-para-contato-com-alimentos/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Gabriela Cestari&nbsp;and&nbsp;Paulo Kiyataka]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 25 Aug 2025 21:36:34 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[2025]]></category>
		<category><![CDATA[ED424]]></category>
		<category><![CDATA[Julho]]></category>
		<category><![CDATA[Pesquisa]]></category>
		<category><![CDATA[Revista]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://embanews.com.br/?p=3145</guid>

					<description><![CDATA[A mais recente Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa)]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>A mais recente Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) sobre critérios para embalagens e materiais metálicos destinados ao contato com alimentos, a RDC nº 854 de 4 de abril de 2024, incorpora as resoluções do Mercado Comum do Sul (Mercosul) GMC nº 46 de 24 de junho de 2006, GMC nº 16 de 17 de dezembro de 2020, e GMC nº 48 de 5 de dezembro de 2023.</p>



<p>As principais alterações abrangem o estabelecimento do limite de 1% de impurezas provenientes de elementos como chumbo, arsênio, cádmio, mercúrio e antimônio somados, sendo os limites máximos individuais para cada substância: 0,01% para mercúrio, chumbo e cádmio, e 0,03% para arsênio. Também houve atualização das ligas de aço inoxidáveis, listadas no item 3.1.1 da RDC nº 854/2024.</p>



<p>Já o item 3.1.3 trouxe mudanças significativas no uso de artigos de alumínio tecnicamente puro e suas ligas. A principal alteração refere-se às condições de uso desses materiais, que passam a ser diferenciadas de acordo com o tipo de acabamento superficial.</p>



<p>A resolução em vigor permite a utilização de alumínio anodizado ou com superfície integralmente revestida por materiais como esmalte vítreo, vitrificação, porcelana ou polímeros. Nesses casos, o material é considerado seguro para contato com alimentos sem restrições de tempo e temperatura de contato.</p>



<p>Para artigos de alumínio não anodizado ou sem revestimento, o uso é permitido de forma mais restrita. São estabelecidas as seguintes condições:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Contato breve (menos de 24 horas): em qualquer temperatura.</li>



<li>Contato prolongado (mais de 24 horas): somente sob refrigeração ou congelamento.</li>



<li>Contato prolongado (mais de 24 horas) à temperatura ambiente: exclusivamente com alimentos secos ou com alto teor de gordura.</li>
</ul>



<p>A RDC nº 854/2024 destaca ainda que esses itens não devem ser utilizados para preparo, aquecimento ou armazenamento de alimentos com elevada acidez ou teor de sal, como suco de limão, vinagre, alcaparras em conserva, anchovas ou suco de maçã.</p>



<p>Fornecedores de artigos de alumínio não anodizados ou sem revestimento deverão informar, de forma clara, as condições seguras de uso. A mensagem obrigatória deve incluir a seguinte orientação, sendo opcional o uso de exemplos específicos de alimentos: Não adequado para contato com alimentos muito ácidos ou salgados, como suco de limão, vinagre ou alcaparras em conserva. Sem restrição para contato com alimentos secos ou gordurosos. Para armazenamento superior a 24h de outros tipos de alimentos, manter sob refrigeração ou congelamento.</p>



<p>A nova resolução permite também o uso de aço carbono sem revestimento para a fabricação de equipamentos para processamento, armazenamento e condução de alguns alimentos em tubulações, como exemplo, e em contato apenas no transporte de gorduras e óleos brutos e semirrefinados, processamento de cacau e seus derivados, chocolates, coberturas, granulados, recheios à base de gorduras e alimentos secos, como arroz e outros cereais, leguminosas e tubérculos.</p>



<p>Outra novidade é a permissão de materiais metálicos serem passivados, através de um pós-tratamento químico ou eletroquímico, utilizando cromo, manganês, titânio, estanho e/ou zircônio e/ou seus óxidos e/ou sais inorgânicos.</p>



<p>Com a RDC nº 854/2024, a Anvisa avança no alinhamento regulatório com o Mercosul, moderniza critérios técnicos e reforça a segurança no uso de materiais metálicos em contato com alimentos. Ao detalhar condições de uso específicas e exigir comunicação clara ao consumidor, a resolução busca prevenir riscos à saúde e promover maior transparência na cadeia produtiva. Trata-se de um passo importante para a indústria de embalagens, utensílios domésticos e equipamentos, que agora conta com diretrizes mais atualizadas e compatíveis com as exigências do mercado.</p>



<h3 class="wp-block-heading">REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS</h3>



<p>BRASIL. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Diretoria Colegiada. Resolução RDC nº 854, de 4 de abril de 2024. Altera a Resolução de Diretoria Colegiada – RDC nº 498, de 20 de maio de 2021, que aprova o regulamento técnico sobre requisitos sanitários às embalagens, revestimentos, utensílios, tampas e equipamentos metálicos destinados a entrar em contato com alimentos. Diário Oficial da União, Brasília, DF, n. 68, 9 abril 2024. Disponível em: <a href="https://www.in.gov.br/ en/web/dou/resolucao-da-diretoria-colegiada-rdc-n-854-de-4-deabril- de-2024-552792277" target="_blank" rel="noreferrer noopener nofollow">https://www.in.gov.br/ en/web/dou/resolucao-da-diretoria-colegiada-rdc-n-854-de-4-deabril- de-2024-552792277</a>. Acesso em: 17 mar. 2025.</p>



<p><br>Artigo completo publicado no Informativo Cetea<br><a href="https://ital.agricultura.sp.gov.br/arquivos/cetea/informativo/v37n1/artigos/v37n1_artigo2.pdf">htt</a><a href="https://ital.agricultura.sp.gov.br/arquivos/cetea/informativo/v37n1/artigos/v37n1_artigo2.pdf" target="_blank" rel="noreferrer noopener nofollow">ps://ital.agricultura.sp.gov.br/arquivos/cetea/informativo/v37n1/artigos/v37n1_artigo2.pdf</a></p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="600" height="217" src="https://embanews.com.br/wp-content/uploads/2024/10/5_ED413-Pesquisa_img1.jpg" alt="imagem do instituto de tecnologia de alimentos e do governo do estado de são paulo" class="wp-image-1334" srcset="https://embanews.com.br/wp-content/uploads/2024/10/5_ED413-Pesquisa_img1.jpg 600w, https://embanews.com.br/wp-content/uploads/2024/10/5_ED413-Pesquisa_img1-300x109.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 600px) 100vw, 600px" /></figure>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>ASPECTOS DA LEGISLAÇÃO PARA USO DE POLÍMEROS RECICLADOS EM EMBALAGENS PARA ALIMENTOS – PARTE 4</title>
		<link>https://embanews.com.br/aspectos-da-legislacao-para-uso-de-polimeros-reciclados-em-embalagens-para-alimentos-parte-4/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Clarice Fedosse Zornio]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 03 Jul 2025 10:45:28 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[2025]]></category>
		<category><![CDATA[ED423]]></category>
		<category><![CDATA[Junho]]></category>
		<category><![CDATA[Pesquisa]]></category>
		<category><![CDATA[Revista]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://embanews.com.br/?p=2624</guid>

					<description><![CDATA[Artigo original completo foi publicado no Informativo Cetea Vol. 36 nº 3 De modo geral,]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<h3 class="wp-block-heading">Artigo original completo foi publicado no Informativo Cetea Vol. 36 nº 3</h3>



<p>De modo geral, a FDA tem como preceito analisar detalhadamente a tecnologia de processamento desenvolvido por cada empresa com o intuito de garantir que o processo de reciclagem utilizado origine produtos com pureza adequada para aplicações em embalagens de alimentos. Isso é feito a partir da análise de toda uma documentação que contempla:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Descrição completa do processo de reciclagem, incluindo a fonte, todo o procedimento para controle da origem do polímero a ser reciclado, e as medidas a serem tomadas para que o material não seja alvo de contaminação, tanto antes da coleta quanto durante o processo de reciclagem, para garantir que apenas materiais que atendam à regulamentação sejam reciclados;</li>



<li>Apresentação dos resultados de testes demonstrando que o processo de reciclagem é efetivo para remover possíveis contaminantes (challenge test). A utilização do material PCR como substituto do material virgem só deve ser feita quando é garantido que não haja possibilidade de contaminação com outras substâncias (além dos alimentos em si), isso sendo feito ou porque há um controle rigoroso da origem do material a ser reciclado ou porque há uma alta eficiência de limpeza durante o processo de reciclagem. Além disso, testes adicionais de migração ou modelagem podem ser realizados caso seja necessário demonstrar a capacidade de reduzir, a níveis consideravelmente baixos, possíveis contaminantes acidentais;</li>



<li>Descrição das condições propostas de uso do material PCR (temperatura de uso pretendida, tipo de alimento com o qual o polímero entrará em contato, duração do contato, destinação para uso único ou repetido etc.).</li>
</ul>



<p>Verificada a adequação do processo de reciclagem, a FDA emite um parecer favorável ao fabricante, por meio de uma carta de não-objeção (non-objection letter, NOL). Como já foi comprovado que o processamento por reciclagem terciária para o politereftalato de etileno (PET) e o polinaftalato de etileno (PEN) geram materiais com pureza adequada, a FDA não avalia esses processos e não emite, portanto, NOLs para esses materiais.</p>



<p>De fevereiro de 1990 a novembro de 2024, foram emitidas 361 NOLs para diferentes empresas considerando o uso de polímeros PCR para embalagens para alimentos. Não é possível ter acesso a essas cartas, mas o site da FDA disponibiliza informações sobre a empresa que submeteu o pedido, o tipo de polímero PCR e de reciclagem, as limitações de uso (considerando os tipos de alimentos e de contato) e a data de emissão. Quanto ao tipo de processamento, 90% das NOLs emitidas são para reciclagem física e as demais são para reciclagem química do PET. Considerando o tipo de material, a maioria das NOLs é emitida para o PETPCR (62%), seguido pelo polietileno (PE) PCR (14%), pelo polipropileno (PP) PCR (11%), pelo poliestireno (PS) PCR (8%) e outros (5%).</p>



<p>Um ponto importante a ser destacado é que, se um processo com parecer favorável for sublicenciado para uso por outro fabricante, não há necessidade de uma nova NOL em nome dessa empresa, desde que todo o processo de reciclagem e as condições de uso do material reciclado permaneçam idênticos.</p>



<h3 class="wp-block-heading">REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS</h3>



<p>FOOD AND DRUG ADMINISTRATION. <strong>Recycled Plastics in Food Packaging.</strong> Site da Food and Drug Administration, 2023. Disponível em: . Acesso em: 8 nov. 2023.</p>



<p>FOOD AND DRUG ADMINISTRATION. <strong>Use of Recycled Plastics in Food Packaging (Chemistry Considerations):</strong> Guidance for Industry. Site da Food and Drug Administration, 2023. Disponível em: . Acesso em: 23 nov. 2023.</p>



<p>FOOD AND DRUG ADMINISTRATION. <strong>Submissions on Post-Consumer Recycled (PCR) Plastics for Food-Contact Articles.</strong> Site da Food and Drug Administration, 2023. Disponível em: <a href="https://www.cfsanappsexternal.fda.gov/scripts/fdcc/?set=RecycledPlastics">https://www.cfsanappsexternal.fda.gov/scripts/fdcc/?set=RecycledPlastics</a>. Acesso em: 8 nov. 2023.</p>



<p>Parte 3 do artigo na <a href="https://embanews.com.br/aspectos-da-legislacao-para-uso-de-polimeros-reciclados-em-embalagens-para-alimentos-parte-3/" target="_blank" rel="noreferrer noopener nofollow">revista EMBANEWS &#8211; edição 422 &#8211; MAIO 2025</a></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>ASPECTOS DA LEGISLAÇÃO PARA USO DE POLÍMEROS RECICLADOS EM EMBALAGENS PARA ALIMENTOS – PARTE 3</title>
		<link>https://embanews.com.br/aspectos-da-legislacao-para-uso-de-polimeros-reciclados-em-embalagens-para-alimentos-parte-3/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Clarice Fedosse Zornio]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 02 Jul 2025 08:29:06 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[2025]]></category>
		<category><![CDATA[ED422]]></category>
		<category><![CDATA[Maio]]></category>
		<category><![CDATA[Pesquisa]]></category>
		<category><![CDATA[Revista]]></category>
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					<description><![CDATA[Artigo original completo foi publicado no Informativo Cetea Vol. 36 nº 3 A Food and]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<h3 class="wp-block-heading"><em>Artigo original completo foi publicado no Informativo Cetea Vol. 36 nº 3</em></h3>



<p>A Food and Drug Administration (FDA), órgão que trata da segurança das substâncias que entram em contato direto com alimentos nos Estados Unidos, possui regulamentação baseada na composição dos materiais e não no processo de fabricação ou na origem das matérias- -primas, portanto materiais reciclados destinados ao contato com alimentos devem cumprir as mesmas especificações regulatórias que os materiais virgens.</p>



<p>Apesar de reconhecer a variedade de polímeros que podem ser reciclados para aplicação em embalagens de alimentos com base nas tecnologias já existentes, a FDA considera que aspectos químicos e de segurança dependem da composição do material (virgem ou reciclado, com ou sem contaminantes, estrutura mono ou multicamada etc.) e do cumprimento às regulamentações.</p>



<p>Embora esses aspectos variem de acordo com cada produto, as principais preocupações da FDA com relação à segurança no uso de polímeros reciclados pós-consumo (PCR) para contato com alimentos são:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>a possibilidade de os contaminantes do material pós-consumo permanecer no produto final destinado ao contato direto com alimentos;</li>



<li>o material reciclado não estar regulamentado para uso em contato com alimentos e mesmo assim ser incorporado em artigos para esse fim;</li>



<li>os aditivos usados no material reciclado não cumprirem com os regulamentos para uso em contato com alimentos (FDA, 2023).</li>
</ul>



<p>Considerando o aumento da demanda por polímeros PCR também na indústria de embalagens de alimentos, a FDA elaborou um documento para ser considerado juntamente com os demais preceitos em segurança de alimentos (Food And Drug Administration, 2023). O guia Use of Recycled Plastics in Food Packaging (Chemistry Considerations): Guidance for Industry contém recomendações quanto aos requisitos químicos a serem seguidos por seus fabricantes, tanto no processo de reciclagem quanto nos materiais obtidos, a fim de que sejam adequados para aplicação nesse tipo de embalagem. Seu objetivo é mitigar a possibilidade de contaminantes químicos presentes no material destinado à reciclagem permanecerem no polímero PCR e, consequentemente, na embalagem, migrando para os alimentos – vale dizer que requisitos físicos e microbiológicos também são importantes no processamento de reciclagem de polímeros, mas não são discutidos nesse documento.</p>



<h3 class="wp-block-heading">REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS</h3>



<ul class="wp-block-list">
<li>FOOD AND DRUG ADMINISTRATION. <strong>Recycled Plastics in Food Packaging.</strong> Site da Food and Drug Administration, 2023. Disponível em: . Acesso em: 8 nov. 2023.</li>



<li>FOOD AND DRUG ADMINISTRATION. <strong>Use of Recycled Plastics in Food Packaging (Chemistry Considerations):</strong> Guidance for Industry. Site da Food and Drug Administration, 2023. Disponível em: . Acesso em: 23 nov. 2023.</li>



<li>FOOD AND DRUG ADMINISTRATION. <strong>Submissions on Post-Consumer Recycled (PCR) Plastics for Food-Contact Articles.</strong> Site da Food and Drug Administration, 2023. Disponível em: <a href="https://www.cfsanappsexternal.fda.gov/scripts/fdcc/?set=RecycledPlastics">https://www.cfsanappsexternal.fda.gov/scripts/fdcc/?set=RecycledPlastics</a>. Acesso em: 8 nov. 2023.</li>
</ul>



<p>Parte 2 do artigo na <a href="https://embanews.com.br/aspectos-da-legislacao-para-uso-de-polimeros-reciclados-em-embalagens-para-alimentos-parte-2/" target="_blank" rel="noreferrer noopener nofollow">revista EMBANEWS &#8211; edição 421 &#8211; ABRIL 2025</a></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>ASPECTOS DA LEGISLAÇÃO PARA USO DE POLÍMEROS RECICLADOS EM EMBALAGENS PARA ALIMENTOS – PARTE 2</title>
		<link>https://embanews.com.br/aspectos-da-legislacao-para-uso-de-polimeros-reciclados-em-embalagens-para-alimentos-parte-2/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Clarice Fedosse Zornio]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 07 Apr 2025 06:28:44 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[2025]]></category>
		<category><![CDATA[Abril]]></category>
		<category><![CDATA[ED421]]></category>
		<category><![CDATA[Pesquisa]]></category>
		<category><![CDATA[Revista]]></category>
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					<description><![CDATA[Artigo original completo foi publicado no Informativo Cetea Vol. 36 nº 3 A Resolução da]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<h3 class="wp-block-heading"><em>Artigo original completo foi publicado no Informativo Cetea Vol. 36 nº 3</em></h3>



<p>A Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) nº 105/1999, da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que trata das disposições gerais para embalagens e equipamentos plásticos em contato com alimentos, especifica no item 9 que devem ser utilizados apenas materiais virgens de primeiro uso para a elaboração de embalagens plásticas para alimentos. No entanto, esse item também prevê a possibilidade de a Anvisa estudar processos tecnológicos específicos para obtenção de resinas a partir de materiais recicláveis.</p>



<p>Assim, o politereftalato de etileno (PET) reciclado pós-consumo (PCR) teve sua aprovação de uso em embalagens de alimentos regulamentada pela RDC nº 20/2008, sendo, atualmente, o único polímero PCR permitido para tal uso no mercado brasileiro. Tal resolução, que sofreu alterações com a RDC nº 843/2023, estabelece os requisitos gerais e os critérios de avaliação, aprovação e registro de embalagens para alimentos que contenham qualquer proporção de PET-PCR descontaminado (grau alimentício).</p>



<p>Para regularização dessas embalagens junto à Anvisa é preciso seguir os procedimentos estabelecidos na RDC nº 843/2023 e na Instrução Normativa nº 281/2024, além de declarar se a embalagem é mono ou multicamadas, de uso único ou retornável.</p>



<p>Essas embalagens também devem ser compatíveis com o alimento que vão conter e não devem ceder substâncias que não fazem parte da composição do plástico em concentrações que impliquem risco para saúde ou que alterem as características sensoriais do alimento.</p>



<p>As tecnologias de reciclagem física e/ou química também devem ser devidamente validadas por meio de um procedimento normalizado como challenge test ou equivalente, no qual são verificadas as concentrações de contaminantes modelo no PET-PCR grau alimentício.</p>



<p>As empresas produtoras dessas embalagens devem ser habilitadas para sua comercialização, seguindo procedimentos como registros da aplicação das Boas Práticas de Fabricação, da origem e caracterização do PET-PCR grau alimentício e do controle sobre a confecção das embalagens que permite rastreabilidade, além da determinação de um sistema de garantia da qualidade para prevenir contaminação com outras fontes de matéria reciclada para aplicações que não sejam de grau alimentício.</p>



<p>É importante salientar que os processos de reciclagem química do PET são fundamentados em processos de glicólise ou metanólise, que originam misturas e não os monômeros originais. Dessa forma, a reciclagem química do PET não é necessariamente contemplada na RDC nº 20/2008, necessitando de uma avaliação mais específica que pode ser peticionada por meio do Assunto 4049 – Avaliação de nova tecnologia aplicada a materiais em contato com alimentos.</p>



<p>Dentro desse contexto, o Mercosul e, consequentemente, a Anvisa estão discutindo aspectos para revisão das resoluções do uso do PET-PCR para embalagens de alimentos a fim de contemplar, de forma segura, a reciclagem química do PET.</p>



<p>A Anvisa considera que podem ser utilizados deliberadamente, sem necessidade de peticionamento ou autorização específica, os processos de reciclagem que promovam uma despolimerização completa, ou seja, que originem monômeros indistinguíveis dos monômeros originais, com pureza adequada e em conformidade com os regulamentos vigentes para materiais plásticos.</p>



<h3 class="wp-block-heading">REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS</h3>



<ul class="wp-block-list">
<li>BRASIL. Ministério da Educação. Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).<br><strong>Resolução n° 105, de 19 de maio de 1999, 1999</strong>. Disponível em: . Acesso em: 25 nov. 2024.</li>



<li>BRASIL. Ministério da Educação. Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).<br><strong>Resolução de Diretoria Colegiada &#8211; RDC nº 20, de 26 de março de 2008, 2008</strong>.<br>Disponível em: . Acesso em: 25 nov. 2024.</li>



<li>AGÊNCIA NACIONAL DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA. <strong>Perguntas e Respostas: Materiais<br>em contato com alimentos, 2024. Disponível em: . Acesso em: 25 nov. 2024</strong>. Disponível em: <a href="https://www.gov.br/anvisa/pt-br/centraisdeconteudo/publicacoes/alimentos/perguntas-e-respostas-arquivos/embalagens-materiais-em-contato-com-alimentos.pdf" target="_blank" rel="noreferrer noopener nofollow">https://www.gov.br/anvisa/pt-br/centraisdeconteudo/publicacoes/alimentos/perguntas-e-respostas-arquivos/embalagens-materiais-em-contato-com-alimentos.pdf</a>. Acesso em: 25 nov. 2024.</li>
</ul>



<p>Parte 1 do artigo na <a href="https://embanews.com.br/aspectos-da-legislacao-para-uso-de-polimeros-reciclados-em-embalagens-para-alimentos-parte-1/" target="_blank" rel="noreferrer noopener nofollow">revista EMBANEWS &#8211; edição 419 &#8211; fevereiro 2025</a></p>



<p></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>ASPECTOS DA LEGISLAÇÃO PARA USO DE POLÍMEROS RECICLADOS EM EMBALAGENS PARA ALIMENTOS – PARTE 1</title>
		<link>https://embanews.com.br/aspectos-da-legislacao-para-uso-de-polimeros-reciclados-em-embalagens-para-alimentos-parte-1/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Clarice Fedosse Zornio]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 25 Feb 2025 21:01:35 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[2025]]></category>
		<category><![CDATA[ED419]]></category>
		<category><![CDATA[Fevereiro]]></category>
		<category><![CDATA[Pesquisa]]></category>
		<category><![CDATA[Revista]]></category>
		<category><![CDATA[Selecionado pelo Editor]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.embanews.com.br/?p=2361</guid>

					<description><![CDATA[Artigo original completo foi publicado no Informativo Cetea Vol. 36 nº 3 1907 é considerado]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<h3 class="wp-block-heading"><em>Artigo original completo foi publicado no Informativo Cetea Vol. 36 nº 3</em></h3>



<p>1907 é considerado o ano em que a humanidade entrou na Idade dos Polímeros (ou Idade dos Plásticos). Isso significa que, assim como para a Idade dos Metais, agora são os polímeros que são os materiais dominantes, que vêm trazendo inovação tecnológica e melhorando a qualidade de vida da população em geral. De fato, o adjetivo que melhor pode definir os polímeros é “versatilidade”, em concordância ao descrito em 1945 por Yarsley e Couzens no livro “Plastic”, no qual afirmam que as possíveis aplicações dos plásticos são quase que inexauríveis (Mariano, Zornio, et al., 2017; Yarsley, 1941). No entanto, nem tudo são flores, e o uso dos polímeros tem se tornado um dos grandes problemas ambientais da atualidade. Dessa forma, a pesquisa focada em alternativas que diminuam o descarte e acúmulo de materiais poliméricos no meio ambiente tem crescido tanto na área acadêmica quanto na indústria, sendo a reciclagem uma das abordagens em voga.</p>



<p>A Plastics Europe elabora periodicamente um relatório focado no mercado europeu referente à produção, demanda, conversão e gestão da indústria de polímeros. Na sua última edição, <em>“Plastics – The Fast Facts 2024”</em>, é descrito também o panorama mundial da produção de polímeros, considerando o tipo de resina e o processo de produção. De acordo com os dados apresentados, das 413,8 megatoneladas de polímeros colocados no mercado, 90,4% são polímeros virgens obtidos a partir de matéria-prima de fonte fóssil, 8,8% são polímeros reciclados pós-consumo (PCR, sendo 8,8% obtidos a partir de processos de reciclagem mecânica e 0,1% por reciclagem química), e 0,7% são biopolímeros. Considerando apenas os polímeros pós-consumo, os dados mostram que 53% da produção mundial por reciclagem mecânica e química é realizada na Ásia (25,8% para a China e 27,2% para os demais países asiáticos), 19,8% nos países da comunidade europeia, 7,7% na América do Norte, 7,0% no Oriente Médio e África, 5,7% nas Américas do Sul e Central, 5,1% no Japão e 1,7% na Comunidade dos Estados Independentes (CEI, formada por Armênia, Azerbaijão, Belarus, Cazaquistão, Federação Russa, Moldávia, Quirguistão, Tadjiquistão, Turcomenistão e Uzbequistão). Isso mostra que a transição para uma economia circular para esses materiais necessita ainda de muito investimento e inovação que culminem em modelos de negócio interessantes com foco na reciclagem polímeros (Plastics Europe, 2024).</p>



<p>O investimento para o uso de polímeros PCR destinados ao contato direto com alimentos é ainda maior devido aos desafios relacionados à segurança desses materiais. Caso o processo de reciclagem não seja bem desenhado, as embalagens PCR podem carregar contaminantes, originados de contato prévio durante seu uso prévio e/ou descarte. Se colocadas em contato direto com alimentos, esses contaminantes podem, eventualmente, migrar da embalagem para o alimento. Por isso, muitos países regulamentam o uso de polímeros PCR para a produção de embalagens para contato direto com alimentos.</p>



<p>Essas regulamentações, geralmente, consideram o tipo de processamento por reciclagem realizado para obtenção do material final. Dessa forma, é interessante ter uma melhor compreensão sobre as três categorias principais de reciclagem, como segue <em>(Food And Drug Administration, 2023)</em>:</p>



<ol class="wp-block-list">
<li>Reciclagem primária: reciclagem mecânica (física) do material pré-consumo, como a sucata industrial obtida durante a fabricação dos artigos para contato com alimentos. Esse tipo de processamento é, geralmente, aceito pelas agências reguladoras, já que se espera que o material não represente perigo para o consumidor. Para tanto, devem ser seguidas as boas práticas de fabricação e, mais importante, os materiais originais devem estar em conformidade para uso para contato direto com alimentos;</li>



<li>Reciclagem secundária: reciclagem mecânica (física) do material pós-consumo. Nesse caso, geralmente o processo de reciclagem desenvolvido por uma empresa deve ser submetido à aprovação de uma agência reguladora, a fim de demonstrar que os níveis de contaminantes no material PCR são reduzidos a níveis suficientemente baixos, garantindo que a embalagem final tenha pureza adequada para seu uso pretendido. Em diversos casos, para que o polímero PCR apresente uma performance adequada, é necessário que sejam incorporados aditivos à resina, os quais devem estar, necessariamente, em conformidade com a regulamentação para contato com alimentos;</li>



<li>Reciclagem terciária: reciclagem química do material pós-consumo. Nesse caso, também é recomendada a aprovação de uma agência reguladora. O processamento por reciclagem química envolve a regeneração do material utilizado, ou seja, a obtenção do monômero original ou de oligômeros, por meio da despolimerização, seguido da repolimerização. Os monômeros e/ou polímero regenerados podem ser utilizados isoladamente ou misturados a materiais virgens <em>(Food And Drug Administration, 2023)</em>.</li>
</ol>



<p>Na próxima edição, serão apresentados alguns aspectos referentes ao uso de polímeros reciclados para contato direto com alimentos, considerando os mercados dos Estados Unidos da América (EUA), da comunidade europeia e do Brasil.</p>



<h3 class="wp-block-heading">REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS</h3>



<p>MARIANO, M. et al. <strong>Influence of Natural Fillers Size and Shape into Mechanical and Barrier Properties of Biocomposites.</strong> In: THAKUR, V. K.; THAKUR, M. K.; KESSLER, M. R. Handbook of Composites from Renewable Materials. [S.l.]: John Wiley &amp; Sons Inc, v. Volume 3: Physico-Chemical and Mechanical Characterization, 2017. p. 459-488 YARSLEY, V. E. . C. E. G. Plastics. [S.l.]: Penguin Books, 1941.</p>



<p>PLASTICS EUROPE. <strong>Plastics</strong> – The Fast Facts 2024. Site da Plastics Europe, 2024. Disponível em: <a href="https://plasticseurope.org/knowledge-hub/plastics-the-fast-facts-2024/">https://plasticseurope.org/knowledge-hub/plastics-the-fast-facts-2024/</a>. Acesso em: 6 nov. 2024.</p>



<p><strong>FOOD AND DRUG ADMINISTRATION.</strong><br>Use of Recycled Plastics in Food Packaging (Chemistry Considerations): Guidance for Industry. Site da Food and Drug Administration, 2023. Disponível em: <a href="https://www.fda.gov/regulatory-information/search-fda-guidance-documents/guidance-industry-use-recycled-plastics-food-packaging-chemistry-considerations">https://www.fda.gov/regulatory-information/search-fda-guidance-documents/guidance-industry-use-recycled-plastics-food-packaging-chemistry-considerations</a>. Acesso em: 23 nov. 2023.</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="600" height="217" src="https://www.embanews.com.br/wp-content/uploads/2024/10/5_ED413-Pesquisa_img1.jpg" alt="imagem do instituto de tecnologia de alimentos e do governo do estado de são paulo" class="wp-image-1334" srcset="https://embanews.com.br/wp-content/uploads/2024/10/5_ED413-Pesquisa_img1.jpg 600w, https://embanews.com.br/wp-content/uploads/2024/10/5_ED413-Pesquisa_img1-300x109.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 600px) 100vw, 600px" /></figure>
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