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	<title>Entrevista &#8211; Embanews</title>
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	<description>Conectando fabricantes e usuários do setor de embalagens</description>
	<lastBuildDate>Fri, 20 Feb 2026 21:47:25 +0000</lastBuildDate>
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	<title>Entrevista &#8211; Embanews</title>
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		<title>EMBALANDO INOVAÇÃO E EXPERTISE</title>
		<link>https://embanews.com.br/embalando-inovacao-e-expertise/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redação EMBANEWS]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 20 Feb 2026 21:47:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[2026]]></category>
		<category><![CDATA[ED431]]></category>
		<category><![CDATA[Entrevista]]></category>
		<category><![CDATA[Fevereiro]]></category>
		<category><![CDATA[Revista]]></category>
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					<description><![CDATA[“A embalagem, para mim, sempre foi muito mais do que um componente do produto é]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="593" height="900" src="https://embanews.com.br/wp-content/uploads/2026/02/4_ED431-Entrevista_img1.jpg" alt="Foto do entrevistado Leandro Andrade" class="wp-image-3891" srcset="https://embanews.com.br/wp-content/uploads/2026/02/4_ED431-Entrevista_img1.jpg 593w, https://embanews.com.br/wp-content/uploads/2026/02/4_ED431-Entrevista_img1-198x300.jpg 198w" sizes="(max-width: 593px) 100vw, 593px" /></figure>



<p>“A embalagem, para mim, sempre foi muito mais do que um componente do produto é uma ponte entre tecnologia, marca e experiência do consumidor”.</p>



<p>Com pouco mais de 25 anos de experiência no desenvolvimento de soluções para os segmentos de cosméticos, perfumaria, higiene e alimentos, com atuação em empresas como Natura, Reckitt, Hypera, JBS e, atualmente, no Grupo Boticário, onde lidera projetos estratégicos de desenvolvimento em perfumaria, Leandro Andrade, é Engenheiro Sênior de Embalagens, Bacharel em Química e licenciado para atuação como professor de Química, Física e Matemática, com especialização em Engenharia de Embalagens pelo Instituto Mauá de Tecnologia.</p>



<p>Essa base multidisciplinar foi fundamental para a sua construção de uma visão técnica sólida, integrada a estratégia de negócio, a inovação e a viabilidade industrial das empresas pelas quais atuou.</p>



<p>Ao longo da carreira, participou de projetos relevantes, premiações do setor e experiências internacionais, o que ampliou sua percepção sobre o papel estratégico da embalagem dentro das organizações. Hoje, além de sua atuação técnica, também contribui para o desenvolvimento de profissionais da área por meio de mentoria, palestras e cursos, e acredita fortemente na valorização da profissão de desenvolvedor de embalagens como uma ferramenta poderosa para a inovação.</p>



<p>Nesta entrevista à <strong>EMBANEWS</strong>, <strong>Leandro</strong> compartilha aprendizados de sua trajetória, sua visão sobre o futuro da engenharia de embalagens e os desafios estratégicos que moldam o desenvolvimento no segmento de cosméticos e perfumaria.</p>



<p><strong>EMBANEWS:</strong> Como a engenharia de embalagens equilibra estética, funcionalidade e sustentabilidade nos projetos de novos produtos?</p>



<p><strong>LEANDRO ANDRADE:</strong> A engenharia de embalagens é, essencialmente, a arte de equilibrar variáveis que muitas vezes parecem conflitantes. A estética é responsável por gerar desejo e conexão emocional com o consumidor, a funcionalidade garante performance, proteção e experiência de uso, e a sustentabilidade traz o compromisso com o futuro e com a responsabilidade socioambiental.</p>



<p>O equilíbrio acontece quando o profissional consegue integrar essas dimensões desde o início do projeto, e não tratar sustentabilidade como uma etapa posterior ou estética como um elemento isolado do design. Hoje, decisões de material, processo produtivo, logística e experiência do consumidor precisam ser pensadas de forma sistêmica.</p>



<p><strong>EMBANEWS:</strong> Quais tendências globais em design e tecnologia de embalagens você acredita que terão maior impacto no setor de cosméticos nos próximos anos?</p>



<p><strong>LEANDRO ANDRADE:</strong> Vejo três grandes movimentos principais.</p>



<p>O primeiro movimento é a evolução do próprio conceito de premium. O luxo tradicional, muitas vezes associado ao peso, ao excesso de material e à ornamentação, vem sendo reinterpretado. Hoje, o desafio não é simplesmente reduzir elementos, mas trazer sofisticação com inteligência, priorizando escolhas de materiais mais sustentáveis, eficiência estrutural e coerência com o posicionamento da marca.</p>



<p>Quando existe a necessidade de combinar materiais distintos para atender requisitos estéticos ou funcionais, cresce também a responsabilidade de pensar no ciclo completo da embalagem, principalmente o que será feito com ela após o seu uso principal.</p>



<p>Na minha visão, o premium do futuro não estará apenas na aparência, mas na capacidade de integrar experiência, tecnologia e sustentabilidade de forma equilibrada e consciente.</p>



<p>O segundo movimento é a evolução tecnológica dos materiais e processos. Avanços em decoração, novas resinas, soluções refiláveis e componentes de alta performance estão permitindo entregar experiências cada vez mais sofisticadas com menor impacto ambiental, ampliando as possibilidades de inovação sem perder eficiência industrial.</p>



<p>Ao mesmo tempo, vejo a embalagem como uma ferramenta poderosa de inclusão. Mais do que proteger e comunicar um produto, ela precisa ser acessível e compreensível para diferentes perfis de consumidores. Isso significa desenvolver soluções que considerem limitações físicas, cognitivas ou sensoriais, promovendo autonomia, segurança e facilidade de uso.</p>



<p>O terceiro movimento é a integração entre embalagem e experiência digital. Tecnologias como QR codes, NFC, RFID, realidade aumentada e sistemas de rastreabilidade tendem a crescer, transformando a embalagem em um ponto de relacionamento contínuo entre marca e consumidor. Essa conexão amplia possibilidades de autenticidade, combate à falsificação, acesso a informações, personalização de experiências e engajamento ao longo de todo o ciclo de vida do produto.</p>



<p>Nesse contexto, a inteligência artificial também passa a ocupar um papel importante, seja no apoio ao desenvolvimento, na análise de dados, na otimização de projetos ou na criação de experiências digitais integradas à embalagem. No entanto, acredito que é fundamental termos clareza sobre o papel dessa tecnologia. A IA deve ser uma ferramenta de suporte, que potencializa a capacidade de análise e criatividade, mas não substitui o pensamento crítico, a responsabilidade técnica e o protagonismo do profissional de desenvolvimento.</p>



<p>A inovação mais consistente continuará nascendo da combinação entre conhecimento humano, experiência prática e uso inteligente das novas tecnologias.</p>



<p><strong>EMBANEWS:</strong> Você demonstra reconhecer muito a sua relação com seus fornecedores, isso aumenta o engajamento deles?</p>



<p><strong>LEANDRO ANDRADE:</strong> Sem dúvida. A relação com fornecedores é um dos pilares do sucesso em projetos de embalagem.</p>



<p>Eu acredito muito em parceria genuína, baseada em transparência, respeito técnico e construção conjunta de soluções. Quando o fornecedor percebe que existe confiança, reconhecimento e abertura para inovação, o nível de engajamento muda completamente.</p>



<p>Fornecedores não são apenas executores são fontes de conhecimento, tecnologia e evolução. Muitas das melhores soluções surgem quando existe colaboração verdadeira entre cliente e parceiro.</p>



<p><strong>EMBANEWS:</strong> O profissional de embalagem é valorizado no Brasil?</p>



<p><strong>LEANDRO ANDRADE:</strong> O Setor de embalagens no Brasil é extremamente competente e reconhecido internacionalmente, mas no meu entendimento, ainda existe espaço para evoluir na valorização individual dos profissionais.</p>



<p>É muito comum celebramos a embalagem final, as marcas ou as empresas, mas pouco se fala sobre as pessoas que estão por trás das decisões técnicas, dos desafios industriais e das soluções inovadoras.</p>



<p>Ressalto que nos últimos anos percebo uma evolução positiva neste aspecto, com maior visibilidade da área dentro das organizações, principalmente porque a embalagem deixou de ser apenas um item operacional e passou a ocupar um papel estratégico em inovação, sustentabilidade e experiência do consumidor. Torço para que essa evolução ganhe cada vez mais força para de fato mostrar o valor do profissional de embalagem dentro do negócio.</p>



<p><strong>EMBANEWS:</strong> Como é completar 25 anos de atuação profissional e o que esperar dos próximos anos?</p>



<p><strong>LEANDRO ANDRADE</strong>: Completar 25 anos de carreira é, acima de tudo, um momento de gratidão. Gratidão pelas oportunidades, pelas pessoas que fizeram parte da minha jornada “que não foram poucas”, mas gostaria de aproveitar o espaço para deixar o meu agradecimento a pessoas pontuais que carrego na memória como pessoas que abriram esse caminho maravilhoso para mim, são elas: Marie Iwasaki, Alberto Alves, Márcio Miranda, Anderson Brito, André Olegário, Vitor Nascimento, Renato Wakimoto, Rafael Muller, José Peredo, Gustavo Dieamant, Fabiana Laranjeira e Luiz Watanabe e por todos os desafios que me permitiram evoluir até aqui.</p>



<p>Ao mesmo tempo, sinto que ainda estou em um ciclo de construção. A experiência acumulada traz maturidade técnica e visão estratégica, mas também aumenta a responsabilidade de contribuir com o desenvolvimento de novas gerações de profissionais.</p>



<p>Para os próximos anos, espero continuar evoluindo em posições de liderança, ampliar minha contribuição para o setor e, no futuro, compartilhar ainda mais conhecimento por meio de mentoria, palestras e consultorias. Também desejo estar cada vez mais próximo dos meus mentores pessoas que, ao longo da minha trajetória, foram referências profissionais e humanas, e que contribuíram de forma significativa para que eu me tornasse o profissional que sou hoje.</p>



<p>Acredito muito na importância das conexões, da troca de experiências e do aprendizado contínuo. Reconhecer quem nos inspira e manter essa proximidade é uma forma de continuar evoluindo, com humildade e consciência de que nenhuma trajetória é construída sozinha.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>FISPAL TECNOLOGIA COMPLETA 40 ANOS</title>
		<link>https://embanews.com.br/fispal-tecnologia-completa-40-anos/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ricardo Hiraishi]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 08 Jun 2024 16:12:01 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[2024]]></category>
		<category><![CDATA[ED411]]></category>
		<category><![CDATA[Entrevista]]></category>
		<category><![CDATA[Junho]]></category>
		<category><![CDATA[Revista]]></category>
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					<description><![CDATA[Principal evento voltando a indústria de alimentos e bebidas é vitrine de inovações e tecnologias]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<h3 class="wp-block-heading has-text-align-center">Principal evento voltando a indústria de alimentos e bebidas é vitrine de inovações e tecnologias na América Latina.</h3>



<p>A Fispal Tecnologia, tradicional feira de negócios do setor de alimentos e bebidas, chegou a sua 40ª edição. A EMBANEWS conversou com Marina Cappi, Business Manager da Fispal Tecnologia e da Tecno-Carne, para nos contar toda essa trajetória. Marina tem mais de 25 anos de experiência no mercado de feiras de negócios e congressos e é responsável pela gestão das feiras Fispal Tecnologia e TecnoCarne na Informa Markets.</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img decoding="async" width="365" height="600" src="https://www.embanews.com.br/wp-content/uploads/2024/10/2_ED411-Entrevista_img1.jpg" alt="foto com marina cappi" class="wp-image-1407" srcset="https://embanews.com.br/wp-content/uploads/2024/10/2_ED411-Entrevista_img1.jpg 365w, https://embanews.com.br/wp-content/uploads/2024/10/2_ED411-Entrevista_img1-183x300.jpg 183w" sizes="(max-width: 365px) 100vw, 365px" /></figure>



<p><strong>EMBANEWS:</strong> Como a Fispal Tecnologia evoluiu ao longo dos últimos 40 anos para se tornar um dos principais eventos do setor de tecnologia para a indústria de alimentos e bebidas nas Américas e quais foram os principais marcos e inovações que marcaram a trajetória?</p>



<p><strong>MARINA CAPPI:</strong> Desde sua primeira edição, a Fispal vem participando do desenvolvimento da indústria de alimentos e bebidas, trazendo inovações e tendências para as empresas e profissionais que atuam neste setor. A marca Fispal nasceu há 40 anos, quando um grupo de engenheiros de alimentos promoveu um congresso para discutir os desafios do setor de alimentação. De lá para cá, o evento se desenvolveu, a princípio, reunindo todo o setor da cadeia de alimentação, desde o ingrediente até o alimento finalizado. Em 2001, houve uma necessidade do mercado de desmembramento da Fispal em dois eventos: um direcionado às indústrias de ali- mentos e bebidas e outro direcionado ao canal de alimentação fora do lar. Assim, nasceram a Fispal Tecnologia e a Fispal Food Service. Hoje, a Fispal Tecnologia é reconhecida como a principal plataforma de conexão do setor, onde profissionais, empresários e fornecedores podem se reunir para trocar experiências, conhecer as últimas tendências do mercado e realizar negócios. Nos sentimos privilegiados e, ao mesmo tempo, desafiados a cada edição da Fispal Tecnologia. Entre os principais marcos e inovações, destacam-se:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Década de 1980: Início da Fispal Alimentos, focando em promover o encontro de empresas e profissionais de todo o setor de alimentos e bebidas.</li>



<li>Década de 1990: Expansão internacional, com a participação crescente de expositores e visitantes de outros países da América Latina.</li>



<li>Década de 2000: Nasce a Fispal Tecnologia, evento agora totalmente focado em atender às indústrias de alimentos e bebidas, introduzindo novas tecnologias e soluções, como automação industrial e processos de embalagens mais eficientes no mercado.</li>



<li>Década de 2010: Em um cenário com o mercado interno receptivo, onde indústrias estavam retomando o investimento em maquinário e embalagens, a Fispal Tecnologia reforça o apoio às micro e pequenas indústrias (MPEs), e lança um pacote de participação focado na ampliação do mix de expositores, aumento nas oportunidades de negócios e crescimento do setor.</li>



<li>Década de 2020: Adaptação às novas demandas do mercado digital, com a incorporação de soluções de Indústria 4.0 e eventos híbridos (presenciais e virtuais). Foco na sustentabilidade, com a apresentação de tecnologias verdes e soluções eco-friendly.</li>
</ul>



<p><strong>EMBANEWS:</strong> Como a Fispal Tecnologia está se adaptando às mudanças e desafios no mercado de eventos, principalmente, frente aos hábitos digitais?</p>



<p><strong>MARINA CAPPI:</strong> Nos últimos quatro anos, expandimos as nossas soluções digitais. Lançamos a plataforma digital Fispal Tec, realizamos eventos híbridos e reforçamos o nosso canal de conteúdo Food Connection para manter o contato com a nossa audiência durante o ano inteiro. A Fispal Tecnologia agora é muito mais do que uma feira, é uma plataforma de conexões. Durante o ano inteiro, oferecemos para as empresas, parceiros de negócios e visitantes outros canais de comunicação e relacionamento, como a plataforma, que traz funcionalidades como agendamento de reuniões, mapas interativos e informações atualizadas sobre a programação da feira e expositores; conteúdos on demand e redes de relacionamento com colegas do setor. Além de nossos eventos, a Informa Markets possui uma divisão com produtos e serviços de marketing focados em engajar, atrair e converter novos clientes para o negócio. Atuamos, assim, como uma empresa que conecta pessoas e negócios 365 dias por ano dentro de uma jornada que combina ações e entregas físicas e digitais.</p>



<p><strong>EMBANEWS:</strong> Qual o percentual de participação de empresas ligadas ao setor de embalagens?</p>



<p><strong>MARINA CAPPI:</strong> Tivemos mais de 470 marcas expositoras neste ano, sendo que 30% são de empresas que não estavam na edição do ano passado, ou seja, apresentaram muitas novidades, além das atrações de experiência e conteúdo. E o setor de embalagem reuniu mais de 150 expositores. Empresas renomadas como Chromoplast, Jowat, Sleever, Amcor, Jaguar, Bomix, Fibrasa e Converplast estiveram presentes, algumas retornando após edições anteriores. Esse percentual reflete a importância das soluções de embalagem na cadeia produtiva de alimentos e bebidas, e a feira se destaca por apresentar inovações que atendem às demandas por eficiência, sustentabilidade e design no setor de embalagens.</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img decoding="async" width="900" height="492" src="https://www.embanews.com.br/wp-content/uploads/2024/10/2_ED411-Entrevista_img2.jpg" alt="Da esquerda para direita: Araceli Silveira, Danieli Guglielmi, Clélia Iwaki, Marina Cappi e Renata Camargos, durante a abertura da 40ª Fispal Tecnologia." class="wp-image-1408" srcset="https://embanews.com.br/wp-content/uploads/2024/10/2_ED411-Entrevista_img2.jpg 900w, https://embanews.com.br/wp-content/uploads/2024/10/2_ED411-Entrevista_img2-300x164.jpg 300w, https://embanews.com.br/wp-content/uploads/2024/10/2_ED411-Entrevista_img2-768x420.jpg 768w" sizes="(max-width: 900px) 100vw, 900px" /></figure>



<p><strong>EMBANEWS:</strong> Quais foram os números e destaques da edição comemorativa de 40 anos da Fispal Tecnologia?</p>



<p><strong>MARINA CAPPI:</strong> Este ano a feira ocupou 50 mil m² de área de exposição, o que representou um aumento de 20% em relação a edição de 2023. Simultâneo a Fispal Tecnologia ocorreu a TecnoCarne, ambas as feiras receberam 46.530 mil visitantes entre os dias 24 e 27 de junho, no São Paulo Expo. Nesta edição comemorativa de 40 anos, a Fispal Tecnologia promoveu diversas atrações ao longo dos quatro dias de evento: A Arena FispalTec, principal congresso da indústria de A&amp;B, abordou temas como inovação &amp; tecnologia industrial, embalagem, comunicação &amp; e-commerce e ESG; a Arena da Cerveja Artesanal, com conteúdo dinâmicos e degustação, a Jornada da Pequena Indústria, iniciativa para potencializar a visita de micro e pequenas indústrias no evento, o Fispal Women’s Connected, espaço para networking com mulheres comandando painéis de discussão, e o Lounge Premium, um espaço para geração de negócios e networking entre profissionais C-Levels da indústria e expositores. Simultaneamente à Fispal Tecnologia aconteceu a TecnoCarne, principal ponto de encontro para as indústrias de proteínas. As feiras são complementares e oferecem soluções para o mercado. A Arena de Conteúdo TecnoCarne, com novos conteúdos para a indústria frigorífica, o Frigorífico Legal e a Vitrine da Carne &#8211; cortes e ingredientes estão entre as atrações ocorridas.</p>



<p><strong>EMBANEWS:</strong> Como a Fispal Tecnologia está contribuindo para impulsionar a inovação e a competitividade na indústria de alimentos e bebidas, tanto no Brasil quanto internacionalmente?</p>



<p><strong>MARINA CAPPI:</strong> Temos diversas iniciativas que ajudam as empresas do setor a serem mais competitivas. A Fispal Tecnologia funciona como um hub de inovação, apresentando as últimas tecnologias e tendências que impulsionam o desenvolvimento do setor. Por meio das parcerias estratégicas a feira consegue ampliar sua rede de comunicação e transferência de conhecimento com instituições de pesquisa, universidades e centros tecnológicos para fomentar a inovação e a adoção de soluções sustentáveis, incentivando práticas que reduzem o impacto ambiental e aumentam a eficiência dos processos produtivos. Também ajudamos a gerar negócios internacionais, conectando empresas brasileiras com mercados globais e vice-versa. A edição deste ano contou com expositores de 17 países, incluindo EUA, Itália, Polônia, Suíça, Alemanha, Áustria, Taiwan, Peru, Chile, Uruguai, Colômbia, China e Tailândia, além de visitantes internacionais de 31 países, com destaque para a presença dos principais países da América do Sul, como Argentina, Uruguai, Bolívia, Paraguai, Chile e Peru.</p>



<h4 class="wp-block-heading">Saiba mais:</h4>



<p><a href="http://www.fispaltecnologia.com.br" target="_blank" rel="noreferrer noopener">www.fispaltecnologia.com.br</a></p>



<p></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>COLOCANDO IDEIAS DENTRO DA CAIXA</title>
		<link>https://embanews.com.br/colocando-ideias-dentro-da-caixa/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ricardo Hiraishi]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 08 Apr 2024 22:28:16 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[2024]]></category>
		<category><![CDATA[Abril]]></category>
		<category><![CDATA[ED409]]></category>
		<category><![CDATA[Entrevista]]></category>
		<category><![CDATA[Revista]]></category>
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					<description><![CDATA[Expertise de 42 anos no mercado de papelão ondulado foi a inspiração para tornar um]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<h3 class="wp-block-heading">Expertise de 42 anos no mercado de papelão ondulado foi a inspiração para tornar um sonho em realidade</h3>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="398" height="600" src="https://www.embanews.com.br/wp-content/uploads/2024/10/3_ED409-Entrevista_img1.jpg" alt="foto de cícero mário" class="wp-image-1425" srcset="https://embanews.com.br/wp-content/uploads/2024/10/3_ED409-Entrevista_img1.jpg 398w, https://embanews.com.br/wp-content/uploads/2024/10/3_ED409-Entrevista_img1-199x300.jpg 199w" sizes="auto, (max-width: 398px) 100vw, 398px" /></figure>



<p>O setor de caixas de papelão é frequentemente considerado um termômetro na atividade econômica devido à sua relação próxima com diversos setores industriais e comerciais. Como as caixas de papelão são amplamente utilizadas para embalar e transportar uma variedade de produtos, incluindo alimentos, produtos eletrônicos, cosméticos, entre outros, a demanda por essas embalagens está intimamente ligada à atividade econômica em geral. Portanto, variações na produção e no consumo de caixas de papelão podem refletir mudanças na demanda por bens de consumo e, consequentemente, na saúde da economia. Assim, muitas vezes, o desempenho do setor de caixas de papelão é monitorado como um indicador de tendências econômicas mais amplas.</p>



<p>A prévia dos indicadores da EMPAPEL, apurados em parceria com FGV/IBRE, sinaliza que o Índice Brasileiro de Papelão Ondulado (IBPO) avançou 0,8% em março na comparação com o mesmo mês do ano de 2023, para 152,3 pontos (2005=100).</p>



<p>Em termos de volume, a expedição de caixas, acessórios e chapas de papelão ondulado alcançou de 341.965 toneladas no mês. Na série iniciada em 2005, este é segundo maior volume expedido entre os meses de março, ficando atrás apenas de março de 2021 (362.473 toneladas).</p>



<p>Nesta edição da revista EMBANEWS, entrevistamos Cícero Mário, sócio e diretor-comercial da Delta Indústria de Caixas de Papelão Ondulado que nos contou como a empresa está atuando neste mercado tão competitivo. Cícero Mário é formado em Direito, pós-graduado em Direito empresarial pela FMU, MBA em Gestão Empresarial pela FGV, MBA em Gestão Comercial pela FGV, e está cursando pós-graduação em Gestão de Negócios pela Fundação Dom Cabral. O empresário está há mais de 42 anos no mercado de papelão ondulado, tendo atuado em grandes empresas do segmento.</p>



<p>A Delta atua há 8 anos no mercado de embalagens de papelão ondulado e está sediada na cidade de Itaquaquecetuba (SP), em um terreno de 12.500 m2, com área construída de 4000 m2. Possui certificações ISO9001:2015 e FSC, e tem capacidade produtiva para até 400 toneladas por mês.</p>



<p><strong>EMBANEWS:</strong> Quais foram os principais eventos ou inspirações que levaram à fundação da Delta Indústria de Caixas de Papelão, os principais produtos e serviços oferecidos e os mercados que atende?</p>



<p><strong>CÍCERO MÁRIO:</strong> A inspiração para a fundação da Delta, teve a ver com o que nós acreditamos, com a nossa expertise no segmento de papelão ondulado, e com a materialização de um sonho. Ainda, que exista um número expressivo de cartonagens no segmento, o nosso sentimento sempre foi de acreditar nesse mercado e trabalhar, buscando diferenciais que encantem os clientes. A Delta nasceu, visando atender com excelência, no que tange, ao aspecto de criação, qualidade e pontualidade de entrega. Os clientes da Delta sabem, que o nosso Setor de Desenvolvimento e de Produção, podem, devem e tem sido considerado por eles, como uma extensão da sua Empresa. Além, das embalagens de papelão propriamente dita, fornecemos para os nossos clientes, caixas com conceito CKD (que substituem as caixas de madeira e plásticas), para armazenamento de produtos pesados e exportação. Atendemos todos os setores da indústria que consomem embalagens de papelão ondulado e outros que possam ser substituídos, dentre eles, automobilístico, alimentício e farmacêutico.</p>



<p><strong>EMBANEWS:</strong> Como a empresa aborda questões de sustentabilidade e responsabilidade ambiental em sua produção e operações?</p>



<p><strong>CÍCERO MÁRIO:</strong> O Papelão já tem sua composição 100% sustentável, e internamente atuamos com a capitação de todas as aparas geradas durante o processo produtivo para um coletor. Essas aparas são comercializadas com os fabricantes de matéria-prima, que as utilizam para a fabricação do papel. O resíduo dos insumos para a fabricação do produto, são descartados em galeria e ,posteriormente, coletados por empresas específicas para o descarte correto (controlados por CADRI), materiais descartados no dia a dia como papel, plásticos, dentre outros, temos um programa de coleta seletiva interna, com a distribuição de lixeiras nas cores específicas de cada resíduo, pela empresa.</p>



<p><strong>EMBANEWS:</strong> Quais são os principais desafios enfrentados pela indústria de embalagens de papelão ondulado atualmente e como a Delta está respondendo a esses desafios?</p>



<p><strong>CÍCERO MÁRIO: </strong>Estamos inseridos em um mercado, extremamente concorrido, e cada empresa busca o seu espaço, visando o crescimento e consolidação junto aos seus clientes e parceiros comerciais. Dessa forma, são muitos os desafios a serem superados. O cliente mudou ao longo dos anos, criando outras expectativas na sua jornada de compras e não tem mais tempo para esperar. Cada projeto e/ou desenvolvimento chega com a necessidade de senso de urgência. O cliente não quer mais apenas, receber a embalagem ou produto, ele quer eficiência e solução dos problemas em tempo real, e garantia do abastecimento.</p>



<p>A Delta tem a sua expertise na criação e produção de embalagens em papelão ondulado, e está preparada para corresponder com todas essas expectativas, tendo um parque industrial moderno, com equipamentos de última geração e, principalmente, profissionais especialistas para atender essas demandas.</p>



<p><strong>EMBANEWS:</strong> Quais inovações recentes a empresa introduziu em seus produtos ou processos de fabricação, incluindo investimentos em profissionais, para melhor atender às necessidades dos clientes?</p>



<p><strong>CÍCERO MÁRIO: </strong>Vou destacar algumas:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Aquisição de uma Impressora 2,400 XINTIAN, XT-D RLUX, com impressão 4 cores + unidade Slotter + unidade corte e vinco rotativo, com produtividade superior e tempo de setup mais rápido, qualidade na impressão de excelência, e capacidade de imprimir em maior quantidade de cores é superior à dos equipamentos que tínhamos anteriormente;</li>



<li>Contratação ou nomeação de Gestores para os departamentos estratégicos da Empresa (Gerência de Vendas, Gerência de P&amp;D, Gerência da Qualidade, Gerência de Operações e Gerência de Recursos Humanos), visando atender os nossos clientes em todas as suas necessidades e repassando, internamente, estes requisitos. A nossa proximidade com o cliente proporciona para ele, uma segurança ao decidir sobre o fornecedor da caixa que vai embalar o seu produto;</li>
</ul>



<p>l Alteração no layout da fábrica, proporcionando uma melhor interação dos processos e do espaço físico atual, e a separação do estoque de produtos acabados da área de produção na fábrica.</p>



<p><strong>EMBANEWS:</strong> Pode nos falar da relevância das embalagens de papelão no atual cenário da sociedade?</p>



<p><strong>CÍCERO MÁRIO:</strong> A relevância e a contribuição da embalagem de papelão ondulado para a sociedade tem a ver com sustentabilidade, transporte e proteção dos seus produtos. Tendo como premissa, a embalagem ecologicamente correta, primando sempre pelo respeito ao meio ambiente, sendo um produto de simples descarte, em detrimento de outras caixas, a exemplo das de madeira e plástica.</p>



<p>Outro ponto importante é a personalização, uma vez que o papelão ondulado pode ser moldado em diferentes formas e tamanhos, e impresso em diversas cores, conforme padrão do cliente. Com o aumento da tendência de compras online, principalmente impulsionada pela pandemia do Covid-19, a indústria de papelão ganhou ainda mais relevância em diversos outros setores que necessitavam com certa urgência o cumprimento de seus prazos de entregas.</p>



<p><strong>Saiba mais:</strong><br><a href="https://deltacaixaspapelao.com.br" target="_blank" rel="noreferrer noopener">https://deltacaixaspapelao.com.br</a></p>



<p></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>AREIA DESCARTADA DE FUNDIÇÃO: UMA ALTERNATIVA SUSTENTÁVEL NA FABRICAÇÃO DE VIDRO</title>
		<link>https://embanews.com.br/areia-descartada-de-fundicao-uma-alternativa-sustentavel-na-fabricacao-de-vidro/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ricardo Hiraishi]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 09 Mar 2024 13:17:46 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[2024]]></category>
		<category><![CDATA[ED408]]></category>
		<category><![CDATA[Entrevista]]></category>
		<category><![CDATA[Março]]></category>
		<category><![CDATA[Revista]]></category>
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					<description><![CDATA[A reciclagem da areia descartada de fundição tem o potencial de transformar a indústria vidreira,]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<h3 class="wp-block-heading">A reciclagem da areia descartada de fundição tem o potencial de transformar a indústria vidreira, ao reduzir resíduos e preservar os recursos naturais</h3>



<p>O Brasil é um dos maiores produtores mundiais de ferro fundido. Tal produção aumenta significativamente a cada ano, sendo a areia descartada de fundição (“ADF”) um dos principais resíduos gerados nos processos de fundição. Segundo a NBR 15.702/2009 a ADF é definida como areia proveniente do processo produtivo da fabricação de peças fundidas, como areias de macharia, de moldagem, “areia a verde”, preta, despoeiramento, de varrição, entre outras areias que sejam classificadas conforme a ABNT NBR 10004 como classe II – não perigoso, livre de mistura como qualquer outro resíduo ou material estranho ao processo que altere suas características. A ADF é classificada como Resíduo Classe II- A – não perigoso – não inerte e não apresenta ecotoxicidade aguda e crônica. A utilização da ADF leva a uma redução no consumo de matérias-primas, nas emissões atmosféricas e na quantidade de resíduos enviados para aterros.</p>



<p>A ADF pode ser usada na fabricação de vidro e geralmente precisa passar por processos de peneiramento dentro da própria fundição para remoção de partículas metálicas. Se a areia puder ser adequadamente peneirada, há potencial para sua utilização na fabricação de vidro, incluindo vidro âmbar. A fabricação de vidro âmbar usando ADF depende de diversos fatores, incluindo a composição química da areia e os processos de tratamento aos quais ela é submetida. O vidro âmbar é tipicamente feito adicionando-se materiais que conferem a cor âmbar durante o processo de fusão do vidro, como sulfetos e óxidos de ferro.</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="394" height="600" src="https://www.embanews.com.br/wp-content/uploads/2024/10/3_ED408-Entrevista_img1.jpg" alt="foto doutora raquel carnin" class="wp-image-1559" srcset="https://embanews.com.br/wp-content/uploads/2024/10/3_ED408-Entrevista_img1.jpg 394w, https://embanews.com.br/wp-content/uploads/2024/10/3_ED408-Entrevista_img1-197x300.jpg 197w" sizes="auto, (max-width: 394px) 100vw, 394px" /></figure>



<p>Na Entrevista desta edição da <strong>EMBANEWS</strong>, conversamos com a <strong>Dra. Raquel Carnin</strong>, fundadora e Diretora Executiva da Nova Era Soluções Ambientais, uma organização dedicada a desenvolver e implementar soluções sustentáveis e ambientalmente responsáveis. Raquel tem Experiência de mais de 25 anos em estudos e projetos para utilização de resíduos em outros processos. Colaborou na elaboração de regulamentações, normas e leis para uso de resíduos em outros processos, em especial para areia descartada de fundição.</p>



<p><strong>EMBANEWS:</strong> Como a qualidade da areia descartada de fundição se compara à da areia natural tipicamente usada na fabricação de vidro em termos de pureza e composição química?</p>



<p><strong>DRA. RAQUEL CARNIN:</strong> A ADF pode variar em pureza e composição química em comparação com a areia natural tipicamente usada na fabricação de vidro. A ADF pode conter metais provenientes do processo de fundição. No entanto, tratamentos adequados, como separação magnética, podem remover essas impurezas e tornar a ADF comparável à areia natural em termos de qualidade para uso na fabricação de vidro</p>



<p><strong>EMBANEWS:</strong> Quais processos ou tratamentos adicionais são necessários para tornar a areia descartada de fundição adequada para uso na fabricação de vidro?</p>



<p><strong>DRA. RAQUEL CARNIN:</strong> Para tornar a ADF adequada para uso na fabricação de vidro, é necessário realizar tratamentos que removam impurezas, como metais. Processos como peneiramento E separação magnética podem ser empregados para purificar a ADF e ajustar sua composição química conforme necessário.</p>



<p><strong>EMBANEWS:</strong> Qual é o impacto ambiental do uso de areia descartada de fundição na fabricação de vidro, especialmente em termos de redução de resíduos e conservação de recursos naturais?</p>



<p><strong>DRA. RAQUEL CARNIN:</strong> O uso de ADF na fabricação de vidro tem um impacto ambiental positivo, pois contribui para a redução de resíduos e a conservação de recursos naturais. Aproveitar a ADF diminui a necessidade de extração de areia natural, reduzindo assim a degradação ambiental e as emissões associadas à mineração e ao transporte da areia natural. Além disso, a reciclagem de ADF diminui a quantidade de resíduos destinados a aterros.</p>



<p><strong>EMBANEWS:</strong> Como a utilização de areia descartada de fundição afeta as propriedades físicas e químicas do vidro produzido, como transparência, resistência e durabilidade?</p>



<p><strong>DRA. RAQUEL CARNIN:</strong> A utilização de ADF na fabricação de vidro pode afetar as propriedades do produto final. A pureza e a consistência da ADF são fatores críticos para manter a transparência, resistência e durabilidade do vidro. Se devidamente peneirada, a ADF pode resultar em vidro de qualidade comparável ao produzido com areia natural, mas isso depende da eficácia do tratamento de peneiramento utilizado. A maioria das fundições brasileiras possuem eletroímãs para separar os metais da ADF, pois o metal é matéria-prima para o próprio processo de fundição.</p>



<p><strong>EMBANEWS:</strong> A substituição da areia natural pela areia descartada de fundição é economicamente viável para fabricantes de vidro, considerando possíveis custos adicionais de processamento e qualidade do produto final?</p>



<p><strong>DRA. RAQUEL CARNIN:</strong> A substituição da areia natural pela areia descartada de fundição pode ser economicamente viável para os fabricantes de vidro, principalmente se os custos associados à obtenção e tratamento da ADF forem menores que os custos da areia natural.</p>



<p>Para realizar uma simulação hipotética da redução de custos na fabricação de vidros usando ADF, precisamos considerar alguns fatores essenciais. Vamos supor um cenário simplificado, onde apenas os custos da areia são considerados.</p>



<p>Vamos considerar os seguintes parâmetros hipotéticos:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Custo da areia natural por tonelada: \$50</li>



<li>Custo da areia descartada de fundição por tonelada após tratamento: \$30</li>



<li>Quantidade de areia necessária para produzir uma tonelada de vidro: 0.6 toneladas (o valor real pode variar dependendo do tipo de vidro e do processo de fabricação).</li>
</ul>



<p>Calculando a diferença de custos por tonelada de vidro produzido:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Custo com areia natural: 0.6 toneladas * \$50/tonelada</li>



<li>Custo com areia descartada de fundição: 0.6 toneladas * \$30/tonelada A economia por tonelada de vidro será a diferença entre esses dois valores.</li>
</ul>



<p>Com base na simulação hipotética, os resultados são os seguintes:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>O custo com areia natural para produzir uma tonelada de vidro é de \$30.</li>



<li>O custo com ADF para produzir uma tonelada de vidro é de \$18.</li>



<li>Portanto, a economia por tonelada de vidro ao usar ADF em vez de areia natural é de \$12.</li>
</ul>



<p>Isso indica que, sob essas condições hipotéticas, a substituição de areia natural por areia descartada de fundição na fabricação de vidro pode resultar em uma redução significativa de custos. No entanto, é importante lembrar que este é um cenário simplificado que considera apenas os custos da areia e não inclui outros custos operacionais, de tratamento ou de logística.</p>



<p><strong>Saiba mais:</strong><br><a href="http://www.novaerasolucoesambientais.com.br" target="_blank" rel="noreferrer noopener">www.novaerasolucoesambientais.com.br</a></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>EMBALAGEM NA VEIA</title>
		<link>https://embanews.com.br/embalagem-na-veia/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ricardo Hiraishi]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 09 Feb 2024 21:13:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[2024]]></category>
		<category><![CDATA[ED407]]></category>
		<category><![CDATA[Entrevista]]></category>
		<category><![CDATA[Fevereiro]]></category>
		<category><![CDATA[Revista]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.embanews.com.br/?p=1589</guid>

					<description><![CDATA[Uma carreira de 40 anos no setor de embalagem e muitos aprendizados Quem milita há]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<h3 class="wp-block-heading">Uma carreira de 40 anos no setor de embalagem e muitos aprendizados</h3>



<p>Quem milita há muitos anos no mundo da embalagem sabe. Uma vez ‘picado’, vai ficar no sangue. Conhecemos vários profissionais que se iniciaram profissionalmente em áreas da embalagem e construíram trajetórias inteiras. Paulo Pereira é, sem dúvida, um deles. Começou em 1982 na J&amp;J, na área de desenvolvimento de produtos profissionais e atualmente é o diretor e fundador da consultoria Pack in Motion. Ele completa 40 anos de uma carreira bem-sucedida e nos conta um pouco de suas experiências e opiniões.</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="600" height="944" src="https://www.embanews.com.br/wp-content/uploads/2024/10/4_ED407-Entrevista_img1.jpg" alt="foto de paulo pereira" class="wp-image-1580" srcset="https://embanews.com.br/wp-content/uploads/2024/10/4_ED407-Entrevista_img1.jpg 600w, https://embanews.com.br/wp-content/uploads/2024/10/4_ED407-Entrevista_img1-191x300.jpg 191w" sizes="auto, (max-width: 600px) 100vw, 600px" /></figure>



<p><strong>EMBANEWS:</strong> Qual a sua visão do setor de embalagens no Brasil atualmente?</p>



<p><strong>PAULO PEREIRA: </strong>Considero que o setor de embalagem tem uma participação muito importante para o nosso país e tem avançado muito, com as empresas sempre em busca de inovação, sustentabilidade e novas tecnologias, tanto para materiais quanto para equipamentos. Mas ainda temos um longo caminho pela frente se comparados a países de outros continentes que estão um pouco mais a nossa frente nessas questões. É um setor de grande valor para o Brasil, que faz a nossa economia girar muito bem, principalmente considerando que somos um país rico em florestas e matérias-primas para a confecção das embalagens. Mesmo assim penso que deveríamos focar mais ainda no setor de reciclagem para conservar ainda mais o meio ambiente.</p>



<p><strong>EMBANEWS:</strong> É possível ser inovador sem aumentar o custo da embalagem e sem perder qualidade?</p>



<p><strong>PAULO PEREIRA: </strong>Com certeza sim, é possível, pois ultimamente temos visto muitos casos de embalagens inovadoras com um menor consumo de material, com maior facilidade de manuseio, utilização de materiais mais sustentáveis e com a mesma qualidade da embalagem originalmente desenvolvida. O que temos que fazer é pensar fora da caixa, sair do lugar comum e buscar soluções alternativas que nos permitam ter uma embalagem melhor com o mesmo custo e às vezes até com custo ainda menor. Cito como exemplo as garrafas PET com menor peso e as tampas com altura mais baixa e também os cartões com menor gramatura e boa resistência. Para isso temos como aliados os fabricantes das matérias-primas que estão constantemente pesquisando materiais com maior resistência, menor peso e/ou capazes de proporcionar maior proteção ao produto, por exemplo.</p>



<p><strong>EMBANEWS:</strong> Fale do seu conceito dos 3 “Bs” (Bom, Bonito e Barato)?</p>



<p><strong>PAULO PEREIRA:</strong> Antigamente, nas conversas e reuniões que eu tinha com meus clientes, e eles sempre me pediam algo BBB, ou seja, bom, bonito e barato, eu dizia que dos 3 Bs eles poderiam escolher apenas dois. A embalagem poderia ser boa e bonita, boa e barata ou bonita e barata. Porém, com as novas tecnologias que vêm surgindo, penso que atualmente é possível ter uma embalagem BBB, se todas as tecnologias disponíveis forem aplicadas corretamente durante o desenvolvimento. Porém tenho que fazer uma ressalva, pois o conceito de bom, de bonito e de barato está diretamente relacionando a cada tipo de produto, principalmente quando comparamos produtos de baixo valor agregado com produtos de alto valor agregado. Por exemplo, no caso de detergentes e shampoos, a embalagem pode ser boa, pode ser bonita, mas tem que ser barata, pois o produto tem que ter um bom preço para o consumidor. No caso de perfumes, que são normalmente itens de preço alto, a embalagem pode custar um pouco mais, pois se passar a impressão de ser um item barato, pode eventualmente tirar valor que o produto quer passar para o consumidor.</p>



<p><strong>EMBANEWS:</strong> O que é embalagem para você?</p>



<p><strong>PAULO PEREIRA: </strong>Embalagem para mim é o próprio produto, ou seja, faz parte do produto. Gostaria de começar exemplificando com algumas frutas que têm uma embalagem natural, como por exemplo uma laranja, uma banana, maçã, noz, castanha, pinhão e muitas outras. Já imaginou se elas não tivessem cascas, que são suas embalagens naturais e as protegem, como as compraríamos? Outro exemplo são as farinhas e grãos, como os compraríamos se não tivessem algum tipo de embalagem? Mesmo que sejam vendidos a granel esses produtos precisam de embalagem para serem transportados. Voltando ao início, para mim, a embalagem faz parte do produto, cada produto tem que ter uma embalagem adequada ao seu propósito de venda que atenda e encante seus consumidores, mas que também atenda os aspectos de proteção, marketing, custo e sustentabilidade, incluindo a inovação, para que o produto possa se diferenciar dos concorrentes do mercado e ser o líder, que é o desejo de toda empresa, penso eu.</p>



<p><strong>EMBANEWS:</strong> Conte-nos sobre os seus 40 anos de carreira que está completando agora em 2024.</p>



<p><strong>PAULO PEREIRA: </strong>Realmente completei 40 anos de carreira, grande parte da vida dedicada à embalagem, setor em que entrei, gostei, fiquei e estou até hoje desenvolvendo, criando novas embalagens, mas também focando em redução de custos e sustentabilidade. Iniciei minha carreira na J&amp;J em 1982 no desenvolvimento de produtos profissionais, mas logo após dois anos, migrei para o departamento de desenvolvimento de produtos pessoais, como os de higiene oral, curativos adesivos, desenvolvendo também embalagens para a Linha OTC da J&amp;J e a linha de Lentes Intraoculares, passando um tempo também pela Linha de Fraldas Descartáveis, até completar 26 anos de empresa, onde trabalhei por muitos anos no Centro de Pesquisa do Brasil, e estive diversas vezes presente no Centro de Pesquisa da Matriz, em New Jersey, nos Estados Unidos. Nesse período tive a oportunidade de desenvolver projetos locais, regionais e globais, aplicar diversas patentes no INPI e participar do Conselho da ABRE. Em 2008 recebi uma proposta da Agência Prodesign para me associar a eles e desenvolver o departamento Comercial e de Gerenciamento de Projetos de Embalagem, no qual pude gerenciar projetos, desenvolver novos clientes, contratar profissionais e treiná-los na coordenação de projetos em nossos clientes, o que foi uma experiência muito interessante. A maioria desses profissionais hoje está atuando no mercado como profissional de embalagem, como analistas, coordenadores e gerentes de embalagem em grandes empresas. Nesse meio tempo, em 2013 fui eleito Profissional de Embalagem do Ano pela ABRE, uma grata surpresa, pois não esperava. Em 2016, por diversas mudanças internas que ocorreram na agência em função da crise do mercado, o que acabou resultando na queda dos nossos negócios, e incentivado pelo nosso grande mestre e guru Lincoln Seragini, decidi abrir a minha própria consultoria. Foi batizada Pack in Motion, nome criado por mim com a grata satisfação de ter sua logomarca desenhada pelo próprio Seragini, como presente para iniciar a nova fase. Em 2017 fui convidado pelo nosso mestre Antonio Cabral para ministrar aulas na Pós-Graduação em Embalagem do Instituto Mauá de Tecnologia, onde continuo até hoje. Por grande coincidência, a conversa com o Lincoln foi justamente na entrega do Prêmios EMBANEWS 2016, e logo após, abri a empresa, iniciei meus trabalho e continuo até o momento prestando consultoria para clientes pequenos, médios e grandes, nacionais e multinacionais.</p>



<p>Atualmente, além da Pack in Motion, atuo também no desenvolvimento de novos negócios para as empresas Master Pumps e Plastek.</p>



<p>Por fim, quero aproveitar o espaço para agradecer. Não vou citar nomes aqui para não me esquecer de ninguém, mas sou grato a muitos amigos, colegas, clientes e fornecedores que me incentivaram e me ajudaram no início e me apoiam até hoje para continuar usando e dividindo os conhecimentos adquiridos e a experiência destes anos. Recebam aqui a minha eterna gratidão. Para conhecer mais sobre o meu trabalho, acesse meu site https://packinmotion.com.br/ ou o meu perfil no LinkedIn &#8211; <a href="https://br.linkedin.com/in/pauloepereira" target="_blank" rel="noreferrer noopener">https://br.linkedin.com/in/pauloepereira</a>.</p>



<p>Aproveito também a oportunidade para deixar aqui o meu especial agradecimento ao Ricardo Hiraishi e a <strong>EMBANEWS</strong> pela oportunidade de contar um pouco da minha história.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>EMPAPEL, PARA ALÉM DO PAPELÃO ONDULADO</title>
		<link>https://embanews.com.br/empapel-para-alem-do-papelao-ondulado/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ricardo Hiraishi]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 10 Jan 2024 21:50:18 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[2024]]></category>
		<category><![CDATA[ED406]]></category>
		<category><![CDATA[Entrevista]]></category>
		<category><![CDATA[Janeiro]]></category>
		<category><![CDATA[Revista]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.embanews.com.br/?p=1636</guid>

					<description><![CDATA[Gestão do novo presidente-executivo visa fortalecer o setor de embalagens de papel no Brasil e]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<h3 class="wp-block-heading">Gestão do novo presidente-executivo visa fortalecer o setor de embalagens de papel no Brasil e no exterior</h3>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="600" height="909" src="https://www.embanews.com.br/wp-content/uploads/2024/10/5_ED406-Entrevista_img1.jpg" alt="foto do Embaixador José Carlos da Fonseca Junior" class="wp-image-1621" srcset="https://embanews.com.br/wp-content/uploads/2024/10/5_ED406-Entrevista_img1.jpg 600w, https://embanews.com.br/wp-content/uploads/2024/10/5_ED406-Entrevista_img1-198x300.jpg 198w" sizes="auto, (max-width: 600px) 100vw, 600px" /></figure>



<p>O Embaixador José Carlos da Fonseca Junior assumiu a presidência executiva da Associação Brasileira de Embalagens em Papel, Empapel, em setembro de 2023, com o desafio de liderar a entidade em seu objetivo de consolidar e fortalecer ainda mais a representação da cadeia das embalagens de papel. Ele é oriundo de uma longa trajetória na carreira diplomática, com funções no Brasil e no exterior, que recentemente foi complementada por uma rica experiência no setor privado, já que, desde 2019, foi o Diretor-Executivo da Ibá (Indústria Brasileira de Árvores).</p>



<p>Aprovado em concurso ao Instituto Rio Branco em 1980, o Embaixador José Carlos teve formação acadêmica em Direito e Relações Internacionais. Ao longo da carreira, em diversos momentos trabalhou na área da promoção comercial e da diplomacia econômica, no Itamaraty e em postos no exterior.</p>



<p>Além disso, por duas vezes exerceu funções no Ministério da Economia/Fazenda, tendo sido Chefe de Gabinete do então Ministro Pedro Malan, entre 1996 e 1998. Foi Embaixador do Brasil em Yangon, Myanmar, além de Ministro Conselheiro em Nova Delhi, Índia. Também serviu duas vezes em Washington (DC), nos EUA, bem como em Ottawa, Maputo, Abu Dhabi, Santiago e Manila.</p>



<p>Licenciado da carreira diplomática, o Embaixador Fonseca também foi Deputado Federal, entre 1990-2003, representando seu estado de origem, o Espírito Santo, onde atuou também como Secretário da Fazenda e Secretário-Chefe da Casa Civil.</p>



<p>O Embaixador Fonseca cumpre mandato como membro do Comitê Diretor do The Forests Dialogue (TFD) e do International Council of Forest and Paper Associations (ICFPA), além de ser o Vice-Presidente do Advisory Committee on Sustainable Forest-based Industry (ACSFI/FAO). Desde dezembro de 2021, tornou-se co-facilitador da Coalizão Brasil Clima, Florestas e Agricultura, representando o setor privado naquela plataforma de diálogo multissetorial composta por mais de 350 membros que representam o setor privado, o setor financeiro, o mundo acadêmico e as ONGs.</p>



<p><strong>EMBANEWS:</strong> Quais são as suas metas à frente da Empapel neste novo ano que se inicia?</p>



<p><strong>EMBAIXADOR FONSECA:</strong> Um dos principais objetivos da criação da Empapel foi o de ampliar o escopo de trabalho de representação para além do papelão ondulado, a fim de abranger os demais papéis para embalagem e as embalagens em papel, de um modo geral. Em 2024, seguiremos com esse trabalho de consolidação e fortalecimento da Empapel, no Brasil e no exterior. O ano de 2023 foi bem positivo também em termos de exposição para a Empapel. A associação realizou diversos eventos, além de participar de encontros, workshops, congressos, conferências e convenções no país, colocando a associação na rota dos realizadores do setor. Para 2024, nossa meta é intensificar ainda mais esse ritmo e trazer novidades em termos de realizações, tanto do ponto de vista de participação e produção de eventos, como de ações de marketing e comunicação. Além disso, vamos aumentar a integração com nossas empresas associadas, que tenciono visitar pessoalmente, até para delas colher recomendações e orientações sobre o desenvolvimento de nosso setor.</p>



<p><strong>EMBANEWS:</strong> Qual a sua avaliação sobre o desempenho do setor de papelão ondulado em 2023?</p>



<p><strong>EMBAIXADOR FONSECA:</strong> O Brasil hoje é o sétimo maior produtor mundial de Papel Ondulado, e tem espaço para galgar posições nesse ranking. Em termos de expedição de papelão ondulado, na comparação com 2022, em 2023 houve aumento de 0,7% (segundo prévia da Empapel de dez/23). Isso indica a retomada de crescimento do setor. Os últimos resultados divulgados pela prévia dos indicadores da Empapel sinalizam que o Índice Brasileiro de Papelão Ondulado (IBPO) subiu 4,1% em dezembro, na comparação com o mesmo mês do ano anterior. Em termos de volume, a expedição de caixas, acessórios e chapas de papelão ondulado alcançou 315.463 de toneladas no mês. O resultado é inferior ao do atípico dezembro de 2020 (326.756 toneladas), porém superior ao mesmo mês, em 2021 e 2022. Portanto, 2023 teve o quarto dezembro consecutivo com números de expedição acima de 300 mil toneladas.</p>



<p><strong>EMBANEWS:</strong> Em quais segmentos o setor se destacou?</p>



<p><strong>EMBAIXADOR FONSECA:</strong> Setores resilientes no fornecimento de embalagens para bens não duráveis, como alimentos e produtos de limpeza, foram os que mais impactaram. O e-commerce, embora em menor ritmo, e a busca por embalagens mais sustentáveis também colaboraram para a performance no período. Destaco também o crescimento de soluções em papel sackraft para o segmento de flexíveis, com envelopes para atender o segmento de vestuário, recicláveis, biodegradáveis e compostáveis. No segmento de embalagens flexíveis, no Brasil, esperamos um crescimento de 3% a 4% a.a. até 2030, considerando não somente o e-commerce, mas todos os usos destas embalagens, inclusive o delivery de alimentos e a construção civil. Além do crescimento orgânico projetado para estes segmentos, é esperado que estes produtos também ganhem market share de embalagens que hoje são feitas em plástico.</p>



<p><strong>EMBANEWS:</strong> Quais são as perspectivas do setor para 2024?</p>



<p><strong>EMBAIXADOR FONSECA:</strong> Os dados mais recentes da FGV/IBRE sobre o crescimento do setor dão conta, em cenário moderado, de uma previsão de expedição próxima a 2023 (cerca de 4 milhões de toneladas de embalagens de papelão ondulado), mantendo os níveis de crescimento observados em 2023 e 2022. O relatório FOCUS do Banco Central projeta crescimento de 1,5% para o PIB brasileiro, com influência do aumento de consumo das famílias brasileiras. Por outro lado, teremos também uma mudança estrutural na maneira como comunicamos nossos dados. A partir de 2024, introduziremos a informação do IBPO Índice Brasileiro de Papelão Ondulado) em mil metros quadrados, nos alinhando aos indicadores globais. Teremos informação que será mais aderente ao número de embalagens colocadas no mercado.</p>



<p><strong>EMBANEWS:</strong> Como vê o os principais desafios e oportunidades para o setor diante das demandas climáticas e de sustentabilidade?</p>



<p><strong>EMBAIXADOR FONSECA:</strong> O consumidor, de uma maneira geral, vem cobrando dos fabricantes e do varejo uma mudança, no sentido de oferecerem alternativas cada vez mais sustentáveis. O mercado de embalagem de papel e papelão ondulado vem-se movendo fortemente nessa direção, em boa sintonia. Desta forma, nos últimos anos, temos visto cada vez mais a adoção de metas de sustentabilidade por grandes brand owners e governos no mundo, com foco em soluções de embalagem que venham de fontes renováveis, sejam recicláveis, biodegradáveis e que, sempre ue possível, sejam ao menos parcialmente recicladas. Nossos grandes desafios sempre estão no segmento de inovação e tecnologia para transformar os produtos em versões ainda mais adequadas às crescentes exigências dos consumidores, especialmente aos das novas gerações. Investimentos em pesquisa, desenvolvimento e em tecnologia estão na pauta das indústrias produtoras de papéis e embalagens, com investimentos para produção de materiais mais leves, inteligentes, resistentes e prontos para substituição das embalagens plásticas. Além disso, o setor de embalagens de papelão ondulado segue com anúncios de novas operações.<br>No funil da inovação, os fabricantes estão desenvolvendo projetos 100% de fonte renovável para atender a essas demandas dos consumidores: papéis, barreiras e demais insumos. Sacolas, copos, bandejas de papel, sacaria de papel para alimentos já são realidade. Mas podemos avançar muito mais, sempre com uso racional das fibras, atento à sustentabilidade do processo produtivo em toda a cadeia, até chegar ao consumidor e ao pós-uso, com correta destinação dos resíduos e circularidade. Afinal, todos nós e cada um de nós somos responsáveis pelo enfrentamento das mudanças climáticas e pela reversão da perda da biodiversidade.</p>



<p><strong>Saiba mais:</strong><br><a href="https://empapel.org.br" target="_blank" rel="noreferrer noopener">https://empapel.org.br</a></p>



<p></p>
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