
Nós fazemos parte de uma elite privilegiada: pessoas que detêm conhecimento e têm o poder de transformar a realidade por meio de ações simples. Cada um de nós pode contribuir, começando pela indignação consciente diante do que está acontecendo.
Podemos e devemos compartilhar o que sabemos, participar de programas de educação ambiental e cobrar dos governantes sistemas de coleta e reciclagem realmente eficientes. Também cabe a nós orientar de forma construtiva sempre que identificarmos embalagens com oportunidades de melhoria, seja qual for a natureza delas.
Precisamos ser responsáveis pelas escolhas que fazemos: pelos produtos que compramos e pela maneira como destinamos nossos resíduos. As empresas, por sua vez, devem assumir a parte que lhes cabe, respeitando a legislação e as normas ambientais.
Profissionais que atuam com embalagens têm um papel decisivo nesse processo. Devem ser protagonistas da transição para a economia circular, observando recomendações técnicas sobre materiais e promovendo simbologia e orientações claras aos consumidores. Podemos começar com simples decisões, porém temos que começar.
É fundamental exercitar a empatia pelos animais e pelas plantas que estão sendo dizimados. O planeta é de todos. Temos que nos indignar e brigar diante de rios e oceanos, montanhas e parques tomados por resíduos de toda espécie. Precisamos denunciar injustiças sociais, discriminações, maus-tratos aos animais, desmatamentos e qualquer forma de agressão à natureza, pois pequenos atos de omissão podem desencadear grandes consequências.
A transformação começa quando reconhecemos que o “outro” é nosso semelhante, alguém que, assim como nós, tem direito a uma vida digna. É a partir dessa consciência que o mundo realmente começa a mudar.
São Francisco de Assis disse: “Comece fazendo o que é necessário, depois o que é possível e, de repente, você estará fazendo o impossível”
Vamos juntos fazer: EMBALAGEM MELHOR, MUNDO MELHOR!
Diretora do Instituto de Embalagens

