10 de abril de 2026

No início da revolução industrial quando as máquinas começaram a substituir o trabalho manual um grande temor tomou conta dos trabalhadores, eles temiam que seriam substituídos pelas máquinas e isso gerou uma onda de preocupação que gerou um ambiente propício para teorias pessimistas quanto ao futuro da humanidade.

Nas primeiras tecelagens a operarem teares mecanizados, operários rebeldes começaram a atirar seus tamancos dentro das máquinas para quebrá-las. Isso ocorreu principalmente na França onde tamanco, no idioma francês se chama “Sabote”. Esse tipo de ação recebeu então o nome “Sabotage” que até hoje é como são designadas ações que destroem ou prejudicam aquilo que já funciona ou está sendo construído.

Com a IA acontece algo similar. Uma onda de pessimismo enxerga um futuro tenebroso onde a IA vai destruir empregos, substituir as pessoas, prover o controle absoluto, favorecer a dominação e num final catastrófico, se rebelar e destruir os Humanos.

É claro que isso tudo pode acontecer, assim como aconteceu com a bomba atômica e a bomba de hidrogênio que geraram o temor, aí sim concreto e possível, como aconteceu na crise dos mísseis em Cuba que por pouco não desencadeou uma hecatombe que não só a humanidade, mas o próprio planeta seria des- truído num apocalipse nuclear.

Ao contrário do apocalipse nuclear que está aí e ainda não foi eliminado, as previsões pessimistas sobre o futuro da IA, que ainda é apenas previsões de futuro, o ser humano reage naturalmente ao progresso com desconfiança por saber que o progresso não tem controle e a obra do progresso encontrará seu destino seguindo muitas vezes por caminhos perigosos.

Podemos observar que a indústria de previsões negativas está a todo vapor, impactando as previsões positivas que parecem estar sendo fortemente intimidadas pelas previsões negativas que hoje são visivelmente dominantes.

Prever o futuro é uma tarefa ingrata, por isso os adivinhos e seres dotados de poderes psíquicos ou paranormais capazes de fazer previsões são tão requisitados, mas há maneiras de fazer previsões utilizando bi-lhões de peta dados armazenados em computadores acessados por algoritmos capazes de organiza-los na forma de respostas a perguntas do tipo: “A AI vai trazer progresso para a humanidade e melhorar a vida das pessoas ou via destruir os empregos e gerar uma onda de pobreza e infelicidade para o ser humano? “

Não sei se essa é a pergunta certa, mas todos podem fazer as perguntas que desejarem para a própria IA, fazer a mesma pergunta para IAs diferentes como eu costumo fazer e terão uma ideia melhor sobre como está sendo apresentada essa questão.

A meu ver, pela experiência que tenho tido, uma das grandes contribuições da IA será promover o aprendizado e o conhecimento. Criei um programa pessoal de Aprendizado onde todos os dias faço uma pergunta com o objetivo de aprender algo novo.

A primeira pergunta que fiz nesse programa foi explicar para a IA meu objetivo e pedir para ela criar um programa de perguntas fundamentais para o período inicial de 6 meses.

A IA vai empoderar as pessoas com conhecimento, vai ajudá-las a evoluir na profissão, a manter seus empregos, a criar novas habilidades, a criar seu próprio negócio a gerar empresas, a fazer seus negócios e suas empresas prosperarem. É evidente que uma vanguarda de pessoas curiosas e corajosas largará na frente e fará do uso da IA um acontecimento importante em suas vidas enquanto muitas ficarão para trás como sempre acontece quando falamos da adoção de novas tecnologias.

A Internet ampliou o mundo das pessoas e vemos o tempo todo pessoas olhando para o celular acessando a internet. Ela gerou empresas, crio o e-commerce e o varejo global, e uma miríade de possibilidades foram abertas. O pedreiro que fazia pequenos consertos agora pode ser contatado pelo WhatsApp que criou para ele um mercado de trabalho autônomo. O simples contato entre as pessoas se torna uma turbina geradora de oportunidades e a internet escalou essa possibilidade a níveis inimagináveis.

Para finalizar, aqui vai a conclusão da pergunta que fiz sobre se “A AI vai trazer progresso para a humanidade e melhorar a vida das pessoas ou via destruir os empregos e gerar uma onda de pobreza e infelicidade para o ser humano? “

A RESPOSTA ESTÁ AQUI E CADA UM TIRE SUAS PRÓPRIAS CONCLUSÕES:

As evidências sugerem que a inteligência artificial gerará disrupção econômica substancial durante o período de 2026-2041, com deslocamento significativo de emprego em trabalho cognitivo rotineiro e transformação de papéis em praticamente todos os setores. No entanto, o impacto final no bem-estar humano—se a IA traz progresso e padrões de vida melhorados ou gera pobreza generalizada e infelicidade—não é predeterminado. Em vez disso, os resultados dependerão criticamente das escolhas políticas, adaptações institucionais e design deliberado de mecanismos de transição.

O cenário otimista, no qual a IA gera crescimento líquido de emprego, ganhos de produtividade amplamente distribuídos e qualidade de vida melhorada, é alcançável, mas exige intervenção política proativa. Desenvolvimento abrangente da força de trabalho, redes de segurança social fortalecidas, tributação progressiva e governança deliberada do desenvolvimento de IA podem mitigar substancialmente os resultados negativos enquanto capturam ganhos de produtividade.

O cenário pessimista, no qual a IA gera desemprego estrutural, riqueza concentrada e bem-estar reduzido para a maioria dos trabalhadores, também é plausível se as sociedades adotarem abordagens passivas e permitirem que mecanismos de mercado distribuam os benefícios da IA sem intervenção deli- berada.

A perspectiva equilibrada sugere que o resultado mais provável fica entre esses extremos: deslocamento de emprego moderado concentrado em trabalho cognitivo rotineiro, transformação de papéis em praticamente todos os setores, aumentos modestos de desigualdade sem intervenção política e impactos mistos no bem-estar dependendo das respostas políticas. No entanto, a gama de resultados plausíveis é ampla, e as escolhas políticas feitas durante o período de 2026-2041 influenciarão substancialmente quais resultados se materializam.

O imperativo crítico é que as sociedades devem tratar os impactos de emprego e distributivos da IA como questões políticas em vez de resultados tecnológicos inevitáveis. O design dos sistemas de IA, a governança do desenvolvimento de IA, a distribuição da propriedade de IA e as respostas políticas ao deslocamento estão todos sujeitos à escolha humana. Ao fazer escolhas deliberadas para priorizar transições de trabalhadores, distribuir amplamente ganhos de produtividade e governar o desenvolvimento de IA em direção a aplicações benéficas, as sociedades podem aumentar substancialmente a probabilidade de que a IA gere progresso e padrões de vida melhorados para a humanidade em vez de disrupção generalizada e desigualdade.

Autor
Colunista Fábio Mestrimer

Especialista em Design e Inteligência de Embalagem e Curador de conteúdo de IA.