20 de fevereiro de 2026
Foto do produto Bala de Banana de Antonina

Há produtos que vão muito além do sabor. Que carregam memória, afeto e pertencimento. A bala de banana de Antonina é um desses tesouros brasileiros. Cada embalagem, cada pedacinho envolto em papel simples, guarda uma história doce, que nasceu no coração do Paraná e se espalhou pelo país.

Tudo começou em 1970, quando o litoral paranaense recebia turistas encantados com um doce diferente: uma bala de banana natural, macia, com gosto de fruta madura e de tempo bem gasto. Uma delícia feita de histórias que se cruzam, das famílias Mendes e Soter, que transformaram a fartura das bananas locais em tradição e identidade.

Hoje, as duas famílias seguem lado a lado, unidas pela mesma paixão. A tradição ganhou selo e reconhecimento: em 2020, a bala de banana de Antonina e Morretes recebeu a Indicação Geográfica (IG) do INPI, consagrando não só o produto, mas o território, as pessoas e o modo de fazer.

Para ser certificada, a bala precisa seguir a receita original: banana nanica do litoral, açúcar e, no máximo, um toque de xarope de glicose. Só isso. A simplicidade que encanta há mais de quatro décadas. Alguns processos se modernizaram, mas o essencial permanece: o saber- -fazer artesanal, o cuidado humano e o aroma que anuncia — aqui, tradição é feita à mão.

A embalagem da bala de banana é mais do que um invólucro. É o guardião de uma história que começou com duas famílias e hoje representa uma região inteira. Um símbolo de identidade, memória e sabor, embalado com o coração do Paraná.

Porque toda embalagem conta uma história.

Embalagem melhor, mundo melhor.

Autor
Colunista Assunta Napolitano Camilo

Diretora do Instituto de Embalagens